
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Nesta terça-feira (28), o MapBiomas publicou o Relatório Anual do Desmatamento, segundo o qual o desmatamento no Brasil apresentou uma queda de 12% em 2023. O documento também aponta que esse tipo de ação diminuiu na Amazônia, na Mata Atlântica e no Pampa, mas aumentou no Cerrado, no Pantanal e na Caatinga.
De acordo com o relatório, houve 1.110.326 hectares derrubados no Cerrado brasileiro, enquanto o bioma amazônico perdeu 454.271 hectares. Enquanto no primeiro caso houve um aumento de 68% em relação a 2022, no segundo houve uma queda de 62%. Ambos os biomas representam 85% da área desmatada no Brasil em 2023.
Nos últimos cinco anos, a Terra de Santa Cruz perdeu cerca de 8.558.237 hectares em vegetação, o equivalente a dois estados do Rio de Janeiro.
Segundo o relatório, 47% da perda de vegetação nativa brasileira ocorreu na região do Matopiba, que engloba a fronteira entre Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia. O total de área desmatada foi de 858.952 hectares. Já a região do Amacro, formada pela fronteira entre Amazonas, Rondônia e Acre, houve uma queda de 74% da perda de vegetação.
O secretário extraordinário de Controle do Desmatamento e Ordenamento Ambiental Territorial do Ministério do Meio Ambiente, André Lima, afirmou que a pasta está atuando junto aos estados onde o desmatamento é mais acelerado, dando prioridade ao Cerrado, para aplicar as medidas de responsabilização por desmatamento legal e fortalecendo a fiscalização do Ibama nos casos dos ilegais.
“Naqueles Estados que não aderirem, a gente vai ter que trabalhar com Ministério Público, Tribunal de Contas para mostrar a efetiva responsabilização dos que deveriam estar fiscalizando e não estão”, afirmou.
Até setembro, o governo promete lançar planos de proteção da Mata Atlântica, Pantanal, Caatinga e Pampa.
