
Foto: Karl Tapales/Getty Images
A partir de amanhã (27), inicia-se a Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite 2024, que tem como objetivo conter o risco de reintrodução da doença no Brasil. A campanha vai até o dia 14 de junho e ocorre em todo o território nacional.
A vacina contra a poliomielite é a única forma de se prevenir contra a doença, que é contagiosa e pode infectar crianças e adultos através do contato direto com fezes ou secreções de pessoas doentes. Em casos mais graves, a enfermidade pode levar até mesmo à paralisia infantil.
De acordo com o Ministério da Saúde (MS), desde 2016 que a cobertura vacinal tem apresentado resultados abaixo da meta de 95%.
As recomendações da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) são de que crianças com febre moderada e alta, acima de 38°C, não tomem a vacina e adiem a imunização até que haja uma melhora.
Se a pessoa vacinada apresentar sintomas graves ou inesperados, é preciso falar ao serviço que aplicou a vacina. No caso da Vacina Oral Poliomielite (VOP), se ocorrer diarreia ou vômitos, é recomendado que a vacinação seja adiada ou que se repita a dose após quatro semanas. Aconselha-se também que haja uma interrupção da amamentação por cerca de uma hora antes e depois da administração da vacina.
Além da já mencionada VOP, que contém o vírus enfraquecido e é administrada por via oral, através de gotinhas, existe a Vacina Inativada Poliomielite (VIP), que contém o vírus morto e é administrada via intramuscular. A partir do segundo semestre deste ano, o Ministério da Saúde começará a substituir a VOP pela VIP de maneira gradual.
A decisão do MS veio depois de uma discussão e aprovação da Câmara Técnica de Assessoramento em Imunização (Ctai), que considerou evidências científicas recentes para proteção contra a enfermidade.
A VIP é aplicada em três doses no primeiro ano de vida da criança, nas idades de 2, 4 e 6 meses. A VOP é constituída por doses de reforço aos 15 meses de vida e aos 4 anos de idade. Há também campanhas de vacinação para crianças de 1 a 4 anos.
Depois que a transição apenas para a VIP seja feita, haverá apenas as três primeiras doses e um reforço aos 15 meses de vida da criança.
A VOP é contraindicada para mulheres gestantes; pessoas que sofreram anafilaxia depois do uso de componentes da fórmula, como antibióticos, neomicina, polimixina e estreptomicina. pessoas que desenvolveram pólio vacinal depois da dose anterior; pessoas com deficiência no sistema imunológico; portadores do vírus da Aids; e pessoas que convivem com imunossuprimidos.
A VIP é contraindicada para quem tem história de anafilaxia à dose anterior da vacina ou a algum de seus componentes.
