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O Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) informou aos sindicatos que as negociações com os professores em greve estão encerradas e que a reunião da próxima segunda-feira (27) não tem o objetivo de negociar, mas de assinar o termo de acordo que foi feito na Mesa de Negociação do dia 15 deste mês.
No dia 15, o governo apresentou uma oferta de reajuste em duas parcelas, em janeiro de 2025 e maio de 2026, com variação de 13,3% a 31,2% até 2026. Contudo, os grevistas pedem o aumento já a partir deste ano, com readequação de 7,06% em 2024, de 9% em janeiro de 2025, e de 5,16% para 2026.
O Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes) respondeu o ministério afirmando que sua mensagem possui caráter autoritário e ameaça grave. “O governo federal expressa, com essa mensagem, uma imensa intransigência com o processo negocial, para além de um desrespeito com a dinâmica grevista”, disse o presidente nacional do Andes, Gustavo Seferian.
O sindicato ainda alegou que a proposta governamental não é o suficiente para compensar as perdas salariais dos últimos anos e não será aceita. Apesar disso, a Federação dos Sindicatos de Professores de Instituições Federais de Ensino Superior e Ensino Básico, Técnico e Tecnológico se mostrou favorável.
A proposta da Universidade de Brasília foi recusada na última quarta-feira (22).
