
Imagem: ilustração | Foto: SSP
Uma mãe procurou a Polícia Civil após o filho de 3 anos de idade relatar que uma professora teria machucado o pênis dele durante o banho em uma creche localizada no Feitosa, em Maceió. Por causa da suspeita de abuso sexual ou maus-tratos, um protesto foi realizado na segunda-feira (13) em frente à creche. A Delegacia de Crimes contra a Criança e o Adolescente investiga o caso.
Lorraine dos Santos, mãe da vítima, registrou o boletim de ocorrência na sexta-feira (10). Segundo o relato da mãe, o menino reclamou de dor no pênis na quinta-feira (9). Ao observar o órgão do filho, ela percebeu cortes e sangramento na região.
Lorraine perguntou ao menino o que tinha acontecido e ele teria respondido que os machucados foram causados por uma professora na hora do banho. No momento em que a professora tocou o pênis do menino, ele teria dito à professora que ela não podia fazer aquilo, puxou o cabelo dela e saiu correndo.
"A mãe nos relatou uma situação que nos colocou a interrogação de um suposto abuso [sexual] ou de maus-tratos na hora de higienizar a criança", afirmou a conselheira tutelar Leandra Januário, que acompanha o caso.
Após a revelação do menino, Lorraine levou o filho à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Jacintinho. Segundo o relato da mãe, durante o exame, o médico teria dito que havia indícios de violência, porque uma simples limpeza não poderia ter causado as lesões que havia no pênis do menino.
A UPA acionou o Centro de Referência em Atenção a Criança e ao Adolescente (CRAD), que orientou a mãe sobre o registro do BO. Em seguida, a criança foi encaminhada para o Instituto Médico Legal (IML), onde fez o exame de corpo de delito para saber se houve maus-tratos ou abuso sexual. O resultado será encaminhado para a Polícia Civil.
Lorraine contou que o menino estuda na creche das 7h às 17h e que ele tem duas professoras, mas não citou o nome da professora que teria abusado sexualmente dele.
Segundo a conselheira tutelar Leandra Januário, a professora envolvida no caso foi afastada.
"A creche se mostra solícita até o momento, empenhada em resolver, em dar todo o suporte, em esclarecer a situação e em se cercar de cuidados para que situações como essa não venham a acontecer novamente", disse.
Lorraine conta que, independentemente do resultado do exame de corpo de delito, não pretende deixar o filho voltar a estudar na creche.
O protesto nesta manhã, feito por familiares de alunos da creche, fechou parte da Avenida Juca Sampaio. Os manifestantes pedem celeridade na investigação e o afastamento da professora que supostamente teria praticado o abuso sexual.
"Eu já tive um filho que estudou aqui e nunca aconteceu isso. Essa professora é nova aqui na creche e aconteceu esse fato", disse uma das manifestantes, que preferiu não se identificar.
