
Foto: Edu Andrade/Fatopress/Estadão Conteúdo
Na noite da última quinta-feira (2), a prefeitura de Porto Alegre, capital do Rio Grande do Sul, decretou estado de calamidade pública. O decreto publicado classifica a situação climática como sendo de grande intensidade e autoriza a utilização de todos os recursos e voluntários na assistência à população e no restabelecimento de serviços. Segundo a Defesa Civil municipal, existe a possibilidade de chuvas extremas continuarem até às 12h do dia 6.
Também foi feito um alerta para a cheia do Rio Guaíba, que até o final da tarde de hoje (3) deve atingir cinco metros, ultrapassando a cheia de 1941 e atingindo não apenas Porto Alegre, mas também Barra do Ribeiro, Eldorado do Sul e as ilhas do Guaíba. Na última medição divulgada pela prefeitura, o rio estava com 3,37 metros.
“Estamos atuantes de forma ininterrupta em toda a cidade, mas pedimos atenção especial da população do Centro Histórico e do 4º Distrito. Evitem deslocamentos. O Guaíba está avançando e, apesar do fechamento das comportas do Cais Mauá, há a possibilidade de alagamentos nesta área”, alertou o prefeito Sebastião Melo (MDB).
As aulas da rede municipal de ensino permanecem suspensas nesta sexta-feira, segundo a Secretaria Municipal de Educação (Smed). O regime de plantão para acolher alunos necessitados será mantido.
Além disso, 31 serviços de saúde foram impactados não somente pela chuva, mas também pela elevação do Guaíba. 10 interromperam as atividades e 21 estão funcionando com restrições.
Resgates aeromédicos das vítimas das enchentes estão sendo realizados pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), que conta com o auxílio do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Cerca de 304 pessoas estão em abrigos temporários, segundo a Fundação de Assistência Social e Cidadania (Fasc).
