
Agentes da Polícia Civil durante operação | Foto: Ascom PC/AL
Hoje (18), duas operações policiais estão sendo coordenadas pela Secretaria de Segurança Pública (SSP) de Alagoas e pela Diretoria de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Dracco). As ações visam a desarticulação de duas organizações criminosas que atuam no estado. Segundo a Polícia Civil (PC), 23 pessoas já foram detidas e materiais, incluindo drogas, foram apreendidos.
A primeira operação se chama Venari e ocorre não apenas em Maceió, capital de Alagoas, mas também em Goiás. Ao todo, 16 mandados de prisão e 12 de busca e apreensão devem ser cumpridos nas referidas localidades. Os alvos desta ação são membros de um grupo especializado em tráfico de drogas.
A segunda operação é a Zíngaro, que cumpre 22 mandados de prisão e 20 de busca e apreensão apenas em Maceió. A organização investigada também é responsável por realizar tráfico de drogas.
Aproximadamente 230 policiais civis e militares participam das operações. Além dos efetivos de Alagoas, houve também o apoio da Polícia Militar de Goiás, através do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) e do Batalhão de Choque de São Paulo.
A Operação Verani ganhou esse nome porque, em latim, a palavra significa caçada. Em 10 meses de investigação, os agentes policiais descobriram que o líder da organização criminosa, bem como sua esposa, saíram de Alagoas, mas continuaram a comandar o tráfico de drogas no bairro do Jacintinho. O grupo também era responsável pelo tráfico no Barro Duro.
Os suspeitos também davam suporte a pequenos grupos criminosos que agiam em diversas áreas da capital alagoana.
A palavra “Zíngaro” faz referência aos grupos nômades, como os ciganos. Isso ocorre porque a organização tida como alvo já atuava há algum tempo na Grota do Cigano, também no bairro do Jacintinho. Além disso, diversos membros do grupo têm o hábito de mudar de casa com frequência, para não serem descobertos.
Ao todo, foram cerca de oito meses de investigação policial.
O líder desse segundo grupo criminoso não morava em Alagoas, mas coordenava todos os atos criminosos da organização. Apesar disso, ele sempre visitava o estado.
