
Sede da Universidade Estadual de Alagoas, em Arapiraca | Foto: Ascom Uneal
Amanhã (10), professores, técnicos e alunos de todos os campi da Universidade Estadual de Alagoas (Uneal) realizarão uma paralisação de 24h, como forma de reivindicar um concurso público para a contratação de docentes e técnicos da universidade. Além disso, segundo a Uneal, os discentes têm reclamado de outros problemas, como a falta de assistência estudantil e de um restaurante universitário, por exemplo.
Durante a paralisação, que será feita como forma de advertência, os membros da comunidade acadêmica farão um ato público de protesto em frente ao Palácio do Governador, no Centro de Maceió.
“Esperamos que o governo responda positivamente às nossas reivindicações, mas caso não haja uma resposta positiva, o movimento se reúne e volta a avaliar se, de repente, pode fazer uma greve de 72h, uma greve de tempo indeterminado”, disse o professor Luiz Gomes, da Uneal de Arapiraca. Apesar disso, o docente espera que ocorra um avanço com o ato de protesto.
Ao Portal Rádio Sampaio, o professor Kleber Costa, do Campus III, em Palmeira dos Índios, relatou que a estrutura física, elétrica e hidráulica do prédio está precária, impossibilitando certas atividades. "Problemas de toda a ordem e que têm inviabilizado o nosso dia a dia, onde se precisa de um espaço com mínimas condições de ensinar e aprender; e nós não estamos tendo", relatou o docente.
Além disso, a carência de professores e de técnicos administrativos também foi mencionada por Kleber. "Isso trava, a gente sabe que trava, a dinâmica, o trabalho, a função social e política da Uneal", disse. "Estamos sobrecarregados, estamos adoecidos, estamos com dificuldades do gestar os saberes".
Ainda ressaltando uma das pautas da paralisação, o professor falou da falta de assistência estudantil que, segundo ele, tem gerado evasão nos cursos. "Falta, por parte do governo, também, política estudantil. Um incentivo aos nossos discentes, que muitas vezes vêm de cidades circunvizinhas".
Um comunicado da Uneal informou que muitos cursos da universidade têm funcionado com apenas dois professores, como é o caso do de Pedagogia, na unidade de União dos Palmares, e do de Química, em Arapiraca.
