Ana Maria Braga fala sobre o câncer que teve por causa do vírus HPV: 'É muito assustador'

Por: Rádio Sampaio com G1
 / Publicado em 01/04/2024

Foto: Reprodução/Rede Globo

Ela já falou várias vezes sobre câncer, mas somente agora a apresentadora Ana Maria Braga decidiu contar detalhes do segundo diagnóstico proveniente do vírus do HPV.

“Quando eu consegui descobrir o que eu tinha, ele já estava adiantado. E aí eu tinha uma chance mínima de sobrevivência. Então, é muito assustador", relata.

Era 2001 e logo que a Ana Maria Braga descobriu o câncer, o médico já explicou o que tinha provocado a doença: um vírus de três letras que, até então, ela desconhecia. "Era proveniente do HPV. Não tinha a mínima informação", afirma a apresentadora.

"Você não tem que se sentir culpado"

Ana Maria enfatiza que não deve haver culpa quanto ao diagnóstico.

"Você não tem que se sentir culpado por ter ficado com câncer. Você não tem culpa. Porque você é uma mulher sexualmente ativa. Você é mãe, não tem como ser mãe sem ser sexualmente ativa. Eu acho que a sexualidade tem que ser encarada da forma que ela é. É uma coisa natural, feita da natureza, senão a gente não estaria aqui", destaca.

Baixa adesão da vacina

No Brasil, apesar da disponibilidade da vacina pelo SUS há uma década, a adesão ainda é baixa, principalmente devido à desinformação. Ela é distribuída, para pessoas de 9 a 14 anos e para imunossuprimidos. Mas está sobrando dose nos postos.

A vacina para HPV também está disponível na rede privada para adultos, com custo de cerca de R$ 1 mil a dose. Pode ser tomada inclusive por quem já teve contato com o vírus.

A psicóloga e educadora sexual Leiliane, que mora em Goiás, diz que o fato do vírus ser transmitido principalmente por relações sexuais torna o assunto um grande tabu, inclusive nas escolas. Ela, que é evangélica, também fala na internet sobre o assunto em escolas e em igrejas.

“Nós precisamos enquanto igreja capacitar os pais e também intervir junto às crianças. A educação sexual não é ensinar sobre sexo. Não é erotizar a criança, não é mostrar conteúdo inadequado para a criança. É justamente educá-la para ela vivenciar a sexualidade de maneira saudável em cada fase da sua vida", afirma Leilane.

Mitigando desinformação

O Fantástico conversou com algumas pessoas que expressam receio em relação à vacinação contra o HPV. Elas fazem referência a uma notícia que se espalhou em 2014, na primeira campanha, no Brasil, para combater o HPV. Nessa época, só meninas eram vacinadas. Meninos foram incluídos no calendário em 2017.

"Nenhuma das reações colaterais, nenhum dos eventos que provocaram diferentes fenômenos, tanto desmaios quanto problemas de caminhar. Nenhum deles, até hoje, nenhum desses eventos e essas ocorrências foram associadas à vacina", afirma Luísa.

A cobertura vacinal contra o HPV no Brasil está abaixo dos 80% desejados pelo Ministério da Saúde. A vacina é dada em duas doses. A primeira tem um pouco mais de adesão, mas muita gente não aparece para tomar a segunda, principalmente os meninos.

"Fazia muito tempo que o Ministério da Saúde, enquanto instituição, não incentivava a vacinação. No último governo com certeza não houve incentivos. Você pode ter a melhor tecnologia do mundo se você não tiver adesão. Se você não tiver campanha, se você não tiver a consciência do benefício que a vacina traz, a tecnologia não cumpre a sua função", ressalta ministra da saúde.

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