
Foto: Wallace Martins/Futura Press/Estadão Conteúdo
Amanhã (1°), o Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE/PR) vai julgar o senador Sergio Moro (União/PR), acusado de abuso de poder econômico durante sua pré-candidatura à presidência da República pelo Podemos. O processo pode culminar em uma cassação de mandato e deixar o político inelegível por oito anos. O processo contra Moro é encabeçado pelo PL e pela federação composta por PT, PV e PCdoB.
As ações contra o ex-juiz da Lava Jato apontam que os gastos e a estrutura da sua pré-campanha foram “desproporcionais”, resultando em uma vantagem decisiva sobre qualquer outro candidato ao Senado no Paraná. A soma dos gastos das pré-campanhas com a despesa que teve com a candidatura a senador teriam ultrapassado o teto estipulado.
Em dezembro de 2023, Sergio Moro prestou depoimento ao Tribunal Regional Eleitoral e negou qualquer irregularidade em sua campanha para senador.
O desembargador Sigurd Roberto Bengtsson, empossado como presidente do TRE/PR no início deste mês, afirmou que o julgamento de Moro não terá a Lava Jato como pano de fundo e que não é preciso se preocupar sobre uma eventual politização do processo.
“Está tendo muita... não sei se é má-fé ou desconhecimento, de abordagem da questão. O que quero deixar bem claro é que a sociedade pode esperar transparência. Vai ser um processo transparente e feito como exige a Constituição Federal. Não há qualquer possibilidade de receio da sociedade, vai ser feito um julgamento conforme a tradição aqui do TRE”, declarou o magistrado.
