
Foto: Yamil Lage/AFP
As reclamações por falta de alimentos somados aos longos apagões, que afetaram quase toda a população cubana em tempos recentes, estão levando centenas de pessoas a se manifestarem. Em 17 de março, por exemplo, ocorreram manifestações em pelo menos quatro cidades do país. Foram os maiores protestos registrados desde as históricas marchas antigovernamentais de 11 de julho de 2021.
Estas manifestações incomuns começaram em Santiago de Cuba, a segunda cidade mais importante do país, no leste, cujos moradores passavam até 13 horas diárias sem eletricidade. "Comida e energia" foi a demanda dos manifestantes, entre os quais havia muitas mulheres.
O presidente Miguel Díaz-Canel admitiu, dias depois, "um acúmulo de longos apagões que irritam bastante a população". Cuba também tem "carência de alimentos" pelas "interrupções na distribuição oportuna da cesta" básica, acrescentou.
A ONG de direitos humanos Justicia 11J informou, esta semana, que registrou 17 detenções relacionadas com os protestos, enquanto a Prisoners Defenders, com sede na Espanha, disse à AFP que documentou a apreensão de 38 pessoas, das quais seis foram libertadas.
