Argentina dá asilo político a seis opositores venezuelanos na embaixada em Caracas

Por: Pedro Ivon com CNN Brasil
 / Publicado em 27/03/2024

Embaixada da Argentina em Caracas | Foto: Leonardo Fernandez Viloria/Getty Images

A Argentina está dando asilo político a seis líderes da oposição venezuelana na residência oficial de sua embaixada, em Caracas, na Venezuela. A informação foi confirmada nesta terça-feira (26). À CNN, fontes do governo argentino disseram que os dirigentes perseguidos precisavam de proteção.

“Não somos um foco opositor em Caracas, somente estamos atuando em exercício efetivo de proteção dos direitos humanos”, disseram as fontes.

Na última segunda-feira (25), houve um corte no fornecimento elétrico da sede diplomática, o que causou preocupação do governo argentino.

Um comunicado emitido pelo escritório do presidente Javier Milei explica que a recepção dos opositores está respaldada na inviolabilidade garantida pela Convenção de Viena sobre as Relações Diplomáticas, da qual tanto a Argentina quanto a Venezuela são signatários. A Casa Rosada já advertiu a Venezuela sobre ações que ponham “em perigo a segurança da equipe diplomática argentina e dos cidadãos venezuelanos sob proteção”.

“Inquietude” diante da situação política venezuelana

O comunicado do país de Milei também expressou inquietude sobre a deterioração da situação institucional e a intimidação e perseguição contra figuras políticas da Venezuela. O presidente argentino pediu para que Nicolás Maduro “garanta a segurança e bem-estar do povo venezuelano e convoque eleições transparentes, livres, democráticas e competitivas, sem proscrições de nenhum tipo”.

Vários mandados de prisão já foram emitidos pelo Ministério Público da Venezuela depois da denúncia de supostos planos de conspiração contra Maduro e o governador de Táchira, Freddy Bernal. Sete membros do movimento político de oposição já foram presos e outros sete possuem mandados de prisão em aberto.

Relação entre Argentina e Venezuela

A embaixada argentina em Caracas está sem embaixador desde o início do governo de Javier Milei, que afirmou não querer se relacionar com comunistas. Em fevereiro, uma aeronave venezuelana que estava retida no Aeroporto Internacional de Ezeiza, na Grande Buenos Aires, foi confiscada e entregue aos EUA.

Em resposta ao que foi classificado como “roubo descarado” pela Venezuela, o país de Maduro proibiu aeronaves argentinas de sobrevoarem seu espaço aéreo.

Houve também uma troca de ofensas entre personalidades de ambos os países. Enquanto o porta-voz da presidência argentina, Manuel Adorni, chamou os governantes chavistas de “amigos do terrorismo”, o chanceler venezuelano Yván Gil chamou o governo Milei de “neonazista” e “submisso e obediente ao seu amo imperial”, fazendo menção aos EUA.

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