Menino com autismo sofre bullying e é rabiscado nos braços, testa e nuca em escola no litoral de SP

Por: Rádio Sampaio com G1
 / Publicado em 23/03/2024

Foto: Arquivo Pessoal e Reprodução/Facebook

m adolescente, de 12 anos, com autismo foi vítima de bullying em uma escola estadual em Santos, no litoral de São Paulo. Ele foi rabiscado nos braços, testa e nuca com frases homofóbicas e preconceituosas como 'gay', 'autista retardado' e 'chupa p**'. Em nota, a Secretaria Estadual da Educação informou que designou um supervisor para apurar o caso.

Ao g1, neste sábado (23), a doula e cuidadora infantil Bárbara da Silva contou que o filho foi abordado por um estudante dentro da Escola Estadual Octávio dos Santos, localizada no morro São Bento. Segundo a mãe, naquele momento, o adolescente desmaiou em decorrência de um episódio de epilepsia [perturbação da atividade das células nervosas no cérebro, causando convulsões].

Ela explicou que, quando assustado, o garoto entra em crise. "Quando fui buscá-lo [na escola], estava urinado e, geralmente, isso acontece quando tem crise convulsiva".

No período em que o aluno do 7° ano ficou desmaiado, o estudante rabiscou as ofensas no corpo da vítima, que tem um irmão que é transexual. "Ele tem a total inteligência de entender que o irmão dele é irmão independentemente de gênero. Ele não gosta que falem a respeito do irmão. Como ele tem manias e toques, entre outras coisas do autismo, isso chama atenção".

A mãe contou que os estudantes da escola não sabiam que a vítima tinha autismo, mas souberam depois que ele passou a divulgar nas redes sociais que pratica esportes paraolímpicos.

Por causa das crises causadas pela doença, Bárbara informou ter o hábito de buscar e levar o filho à escola. Segundo ela, nos últimos dias andava bastante agitado.

"Não estava querendo ir à escola e a gente desconfiou que estava acontecendo alguma coisa". Ela contou que essa não foi a primeira vez que o filho foi alvo de bullying na unidade, que frequenta há dois anos.

Bárbara foi chamada à escola junto com a mãe do aluno responsável pelas ofensas. A reunião, no entanto, ocorreu de maneira individual. Segundo ela, quando entrou na sala com o vice-diretor, o profissional disse que não sabia o que havia acontecido. "Fizeram aquela vista grossa, como não têm filmagens [da agressão]. Uma criança sem limites fez o que fez. [...] estou vendo que que eles [escola] não vão fazer nada", disse.

Bárbara contou se sentir incapaz por não conseguir evitar que o filho, que não é um adolescente agressivo, passe por esse tipo de situação.

O caso foi registrado como contravenções penais: vias de fato, injúria e ameaça na Delegacia da Infância e Juventude de Santos, onde é investigado.

"Se uma criança que é autista e consegue aceitar que o irmão é trans, por que a sociedade não?", questionou Bárbara.

Respostas

Em nota, a Secretaria Estadual de Educação afirmou que, ao receber as denúncias da mãe do estudante, a direção da unidade buscou imagens do ocorrido e convocou os responsáveis pelos alunos.

Segundo a pasta, um profissional do programa Psicólogos na Educação está à disposição para acompanhamento do estudante, se autorizado pela responsável. A equipe do Programa de Melhoria da Convivência e Proteção Escolar (Conviva SP) também acompanha o caso e irá implementar estratégias de mediação de conflitos e trabalhos da cultura de paz na unidade escolar.

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