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Segundo dados do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ-AL), até o dia 20 de fevereiro de 2024, foram solicitadas 729 medidas protetivas por mulheres contra agressores e abusadores. Se comparado ao mesmo período do ano passado, são 239 pedidos a mais.
Para a delegada Ana Luiza Nogueira, coordenadora das Delegacias Especializadas da Mulher, é importante que a vítima faça o registro, isso pode evitar episódios ainda mais graves. As medidas protetivas contra os agressores podem ser solicitadas mesmo quando não há agressão física.
"Eu sempre gosto de reforçar que e é bem importante, sobretudo, crimes dessa natureza e que não há a aceitação da mulher por parte do agressor, é importante essa denúncia. É óbvio que uma medida protetiva de urgência não pode salvaguardar 100% a integridade física dessa mulher, mas ela pode ajudar a manter essa integridade, como por exemplo a restrição do porte de arma desse agressor. Por isso é importante explicar para a sociedade a importância do registro dessa ocorrência", disse a delegada.
Na noite de domingo (25) houve mais um caso de feminicídio em Maceió. Valkiria de Brito, de 40 anos, foi assassinada pelo ex-companheiro em uma loja no shopping da parte alta de Maceió. Parentes disseram que ele não aceitava o fim do relacionamento e que a vítima tinha medo do ex porque ele andava armado. Apesar disso, Valkíria não fez nenhuma denúncia contra a Edvaldo Bemvindo, que se matou após cometer o crime.
"Não existia nenhum boletim pretérito relacionado a violência doméstica registrado por essa vítima, nem pedido de medida protetiva", disse a delegada.
