“Maior erro é apoiar grupo terrorista”, diz André Mendonça sobre posição do Brasil no conflito Israel-Hamas

Por: Rádio Sampaio com CNN
 / Publicado em 19/02/2024

André Mendonça, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) - Foto: STF

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), criticou a posição adotada pela diplomacia brasileira em relação ao conflito Israel-Hamas. “O maior erro é apoiar grupo terrorista”, disse durante culto na Igreja Presbiteriana de Pinheiros, em São Paulo, no domingo (18).

A declaração foi feita horas após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmar que “o que está acontecendo na Faixa de Gaza não é uma guerra, mas um genocídio”, e fez referência às ações do ditador nazista Adolf Hitler contra os judeus.

Na cerimônia de domingo, Mendonça narrou um encontro que teve com o embaixador do Brasil em Israel. “Eu fiz uma colocação para o embaixador: ‘Embaixador, nossa diplomacia é marcada por uma busca de equilíbrio e imparcialidade. O senhor não acha que se talvez nós caminharmos mais nesse sentido, ao invés de endossarmos uma petição da África do Sul acusando Israel de genocídio, seria o melhor para sermos um agente de paz?”, contou.

Em seguida, o ministro relatou o que ouviu do embaixador: “E ele me respondeu: ‘No mundo de hoje, não há espaço para o cinza. Ou é preto, ou é branco. E o país tomou sua posição.'”

Mendonça então acrescenta: “Em resposta [ao embaixador], eu tomei a minha posição: eu defendo a devolução de todos os sequestrados. E acho que o erro maior é apoiar um grupo terrorista que mata crianças, jovens e idosos gratuitamente. Eu e você, como cristãos, somos chamados a tomar posição em tudo na vida.”

O ministro, que ocupou a pasta da Justiça e a Advocacia-Geral da União (AGU) no governo de Jair Bolsonaro (PL), é pastor da Igreja Presbiteriana Esperança, localizada em Brasília, e já foi qualificado como “terrivelmente evangélico” pelo ex-presidente.

Mendonça foi indicado ao Supremo por Bolsonaro em julho de 2021. Após cinco meses de espera para sua sabatina no Senado, ele foi aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa por 18 votos a 9. No plenário, foram 47 votos favoráveis (seis a mais do que o necessário) e 32 contrários.

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