
Agentes penitenciários têm sido alvo de atentados a tiros na Colômbia - JOAQUIN SARMIENTO / AFP
A autoridade penitenciária colombiana declarou estado de “emergência carcerária” em todo o país, depois de registrar vários ataques contra os guardas nas prisões locais, que resultaram na morte de um funcionário, informou o Ministério da Justiça.
“Acabamos de aprovar por unanimidade na diretoria do Inpec (Instituto Nacional Penitenciário e Carcerário) a declaração de emergência carcerária”, informou à imprensa o ministro da Justiça, Néstor Osuna, que destacou o objetivo da medida de reforçar a segurança nos presídios.
Um guarda foi morto a tiros por dois homens que andavam de moto em frente à prisão de San Sebastián de Ternera, em Cartagena (norte).
Outra agressão contra carcereiros foi registrada no município de Jamundí (Valle del Cauca, sudoeste), com número indeterminado de guardas do Inpec feridos, segundo as autoridades. Segundo a mídia local, foi um ataque a tiros.
Além disso, “panfletos com ameaças foram encontrados em diferentes prisões”, indicou o ministério em um boletim. Em resposta aos ataques, um sindicato de funcionários penitenciários ameaçou entrar em greve se não fossem tomadas medidas.
“A emergência carcerária tem dois propósitos: (...) proteger a vida e a integridade dos guardas prisionais e erradicar completamente a extorsão e a corrupção que vem” das prisões, explicou Osuna.
O sistema penitenciário da Colômbia abriga mais de 190 mil reclusos em condições de superlotação grave, segundo dados oficiais.
