


Nesta quarta-feira (7), o Kremlin informou que o presidente da Rússia, Vladimir Putin, concedeu uma entrevista ao apresentador americano Tucker Carlson na última terça-feira (6), sendo a sua primeira fala a um jornalista dos Estados Unidos desde o início do conflito com a Ucrânia. Segundo o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, Carlson tem uma abordagem diferente da cobertura “unilateral” feita por parte da mídia ocidental.
“Quando se trata dos países do Ocidente, as grandes redes de mídia, os canais de TV e os grandes jornais não podem de forma alguma se orgulhar de tentar pelo menos parecer imparciais em termos de cobertura”, disse Peskov a repórteres. “Todos estes meios de comunicação assumem uma posição excepcionalmente unilateral. É claro que não há desejo de se comunicar com esses meios de comunicação, e isso dificilmente faz sentido, e é improvável que seja útil”, continuou.
Ainda segundo o porta-voz do Kremlin, o jornalista Tucker Carlson não é “pró-russo” e nem “pró-ucraniano”. “É pró-americano, mas pelo menos é drasticamente diferente da postura da mídia tradicional anglo-saxônica”, afirmou.
Em seu perfil no X, Carlson disse que a entrevista permitiria aos americanos compreender a visão da Rússia sobre a guerra, mas disse que não era um encorajamento a apoiar Putin. “Estamos pedindo que você assista. Você deve saber o máximo que puder”, declarou.
A entrevista deve ir ao ar amanhã (8), segundo a agência de notícias russa TASS, que citou uma matéria do Wall Street Journal.