
Foto: Ulises Ruiz/AFP
Na última segunda-feira (5), uma amiga e uma prima da mulher que acusou o ex-jogador Daniel Alves de estupro, disseram ao tribunal que estavam na boate onde o suposto abuso aconteceu e que teriam sido apalpadas pelo acusado, que as chamou para uma área VIP, onde ele estava com um amigo. Hoje (6), um funcionário da boate disse que Alves “não agia normalmente”.
“Ou tinha bebido, ou tinha bebido alguma coisa, mas não estava a agir normalmente”, disse o gerente da Sutton, estabelecimento onde a situação teria ocorrido. Ainda segundo ele, foi difícil convencer a mulher a realizar a denúncia e ativar o protocolo espanhol de agressão sexual, através da qual a vítima é acolhida, isolada e recebe atendimento médico.
“Ela me disse que não iam acreditar nela. E que ela tinha entrado voluntariamente [no banheiro onde a situação teria ocorrido], que depois queria sair e não conseguia sair. Ela ficou bastante afetada”, declarou.
Outros funcionários da boate devem ser ouvidos ainda hoje, assim como a esposa de Alves, Joana Sanz.
A defesa do ex-jogador pretende convencer os magistrados de que seu cliente estava sob efeitos do álcool e que teria agido fora de si.
Segundo a CNN, desde que foi acusado e preso, em janeiro do ano passado, Daniel Alves negou as acusações, mudou a versão do ocorrido cinco vezes e depois afirmou que havia tido uma relação sexual consentida e que estava bêbado.
