
Maria Corina Machado, uma das líderes da oposição na Venezuela | Foto: Gabriela Oraa/AFP
Na última sexta-feira (26), a líder da oposição na Venezuela, María Corina Machado, e o também opositor Henrique Capriles, tiveram suas inabilitações políticas confirmadas pela Suprema Corte do país. Com a decisão do tribunal, Machado não poderá concorrer na eleição presidencial deste ano e ficará inabilitada por 15 anos. A inabilitação está oficialmente ligada a “irregularidades administrativas” de quando ela era deputada, entre 2011 e 2014.
Além do motivo apontado, também foram adicionadas acusações de participação em uma “trama de corrupção” encabeçada por Juan Guaidó, que chegou a ser reconhecido como presidente interino por mais de 50 países e se refugiou nos Estados Unidos em abril de 2023.
Até o momento, Corina Machado ainda não se pronunciou sobre a decisão final da Suprema Corte. Em outubro do ano passado, ela venceu as primárias realizadas pela principal aliança opositora, mas uma semana depois o Tribunal Supremo suspendeu a votação e alegou “inconstitucionalidades” no processo.
A opositora havia sido incluída, em junho de 2023, na lista emitida pela Controladoria de Justiça, pró-Maduro, contendo nomes de oposição que não poderiam concorrer a cargos públicos. Ela chegou a recorrer, exigindo que a decisão fosse revista, mas não obteve sucesso. Em anos anteriores, mesmo sem poder concorrer, a mulher levou multidões às ruas, o que chamou a atenção por ser uma rival forte para Nicolás Maduro.
Machado também já foi inabilitada politicamente em 2015.
Henrique Capriles, assim como Corina, já foi inabilitado antes, em 2017, e também chegou a se inscrever nas primárias do ano passado, embora tenha desistido.
