
Teleférico do Alemão | Foto: Bruno Itan/Coletivo Alemão
Na última terça-feira (23), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) anunciou que voltou a utilizar o termo “favelas e comunidades urbanas” para designar esse tipo de região nos censos e pesquisas. Os nomes haviam sido trocados, em 1970, por “setores especiais de aglomerados urbanos”, “aglomerados urbanos excepcionais” e “aglomerados subnormais”.
Em reuniões com movimentos sociais ligados às favelas, o IBGE escolheu o termo atual por ser habitualmente utilizado pelas lideranças comunitárias envolvidas no debate e também por sua popularidade, especialmente fora da região sudeste.
“A nova nomenclatura foi escolhida a partir de estudos técnicos e de consultas a diversos segmentos sociais, visando garantir que a divulgação dos resultados do Censo 2022 seja realizada a partir da perspectiva dos direitos constitucionais fundamentais da população à cidade”, explicou Cayo de Oliveira Franco, coordenador de Geografia da Diretoria de Geociências do IBGE.
No último Censo feito pelo instituto, em 2010, o Brasil tinha cerca de 11,4 milhões de pessoas morando em favelas, uma quantidade que representa 6% dos habitantes do país. Do número total, 1,4 milhão estavam no Rio de Janeiro. Os resultados do Censo 2022 devem sair no segundo semestre deste ano.
