
Foto: Rafaela Felicciano/Metrópoles
Diante das tratativas por uma delação premiada entre a Polícia Federal e o ex-policial militar Ronnie Lessa, réu pela morte da vereadora Marielle Franco (PSOL) e do motorista Anderson Gomes, assassinados em 2018, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou ver como "um alívio" os novos desdobramentos no caso. O acordo, porém, ainda depende da homologação no Supremo Tribunal de Justiça (STJ).
"Para mim, é um alívio. Bota um ponto final nessa história. Em 2019, tentaram me vincular ao caso e me apontar como mandante do crime" disse Bolsonaro ao colunista Paulo Cappelli, do Metrópoles.
O acordo entre Lessa e a PF foi revelado pelo colunista do GLOBO Lauro Jardim, que informou que a delação poderá ser decisiva para a resolução do caso. Lessa decidiu fazer novas revelações sobre o duplo homicídio a partir do final de 2023.
O fato de a delação ter sido remetida ao STJ indica que um possível mandante citado por Lessa conta com foro por prerrogativa de função. No caso da Corte, isso inclui governadores, desembargadores, conselheiros de tribunais de contas e procuradores da República, entre outros cargos.
