Milei enfrenta primeira paralisação geral na Argentina nesta quarta-feira; Gol e Latam cancelaram voos

Manifestantes em frente à residência oficial do presidente da Argentina, em Olivos, em 23 de janeiro de 2024 — Foto: Luis Robayo / AFP

O novo presidente da Argentina, Javier Milei, enfrenta nesta quarta-feira (24) a primeira paralisação geral desde que assumiu o governo em dezembro. Com o lema "o país não está à venda", a paralisação geral foi convocada pela Confederação Geral do Trabalho (CGT), a maior central sindical do país, a partir do meio-dia (mesmo horário em Brasília), por um período de 12 horas. A Confederação de Trabalhadores Argentinos (CTA), segunda maior central sindical, também aderiu, assim como setores do peronismo.

Trabalhadores do transporte aéreo anunciaram adesão ao movimento, o que causou o cancelamento de voos programados, entre eles, 33 voos da Gol e da Latam, o que causa impacto a turistas brasileiros e argentinos. Bancos não funcionarão. Ônibus, trens e metrô devem operar até as 19h, e então parar até a meia-noite, para que as pessoas consigam chegar às manifestações programadas. Caminhoneiros também aderiram.

A paralisação é para  protestar contra o "decretaço" que promoveu uma série de alterações na economia.

Reação do governo Milei

O porta-voz do governo de Milei, Manuel Adorni, disse que a população argentina é contra a paralisação e que não se sabe ao certo qual é a motivação dos grevistas. Para ele, a CGT está "do lado errado da história" e que nos últimos anos os trabalhadores perderam liberdade.

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