
Foto: Ascom PCAL
A Polícia Civil montou uma força-tarefa para investigar o caso de uma menina de 7 anos que foi raptada e estuprada ao sair de casa com uma prima de 9 anos para comprar refrigerante em Rio Largo, região metropolitana de Maceió, no domingo (21). Segundo o Conselho Tutelar, o mesmo criminoso é suspeito de ter estuprado uma menina de 8 anos no início do mês.
De acordo com o conselheiro tutelar de Rio Largo, região 2, Anderson Henrique, o suspeito aparece em um vídeo abordando outras crianças e raptando uma delas no dia 8 de janeiro. A maneira de abordar as crianças foi oferecendo uma bicicleta, como ocorreu no caso da menina estuprada após sair para comprar refrigerante.
"A imagem está um pouco distante, mas dá para ver nitidamente ele parando a moto, conversando com as duas crianças. E em seguida uma delas se distancia e a outra sobe na moto", afirmou.
A Delegacia de Rio largo, a Delegacia dos Crimes Contra a Criança e o Adolescente da Capital e o Núcleo Especial de atendimento à Mulher de Rio Largo, coordenados pelos delegados Ricardo Menezes, Teila Rocha, Rosimeire Gomes, trabalham juntos para esclarecimento dos casos.
"No caso de ontem, a polícia civil fará diligências na localidade e solicitará as filmagens. Esse trabalho começou hoje no final da tarde", disse o conselheiro tutelar Anderson Henrique.
À polícia, a mãe da menina de 7 anos disse que a filha foi levada por um desconhecido, um jovem de olhos claros, que teria oferecido uma bicicleta à criança. A oferta também teria sido feita à menina mais velha, mas ela recusou e não foi levada.
Ainda segundo o relato da criança à mãe, o jovem a levou para um terreno baldio, onde cometeu o abuso sexual. A mãe perguntou como o homem havia tocado seu bumbum, se foi com o dedo ou com o pênis, e ela disse que foi com o pênis.
A menina foi localizada na Cidade Universitária, em Maceió, horas depois, por um casal que a viu andando sozinha pela rua e a colocou no carro. Em seguida, entrou em contato com o Conselho Tutelar e localizou a família dela.
A criança foi atendida em um hospital que faz parte da Rede de Atenção às Vítimas de Violência Sexual (RAVVS) em Maceió, e apresentou sangramento e dores na região. Ela foi medicada, mas não precisou ficar internada.
