Ao menos 20 pessoas morrem após terremoto de magnitude 7 atingir fronteira entre China e Quirguistão

Ao menos 50 pessoas ficam feridas após terremoto na fronteira entre China e Quirguistão — Foto: Reprodução

Pelo menos 20 pessoas morreram e dezenas ficaram feridas nesta terça-feira após um terremoto de magnitude 7 atingir a fronteira montanhosa entre a China e o Quirguistão, anunciaram as autoridades, com ao menos outras 24 sob escombros. O sismo, registrado pouco depois das 02h (15h de segunda-feira em Brasília) a uma profundidade de 13 quilômetros, teve o seu epicentro na região chinesa de Xinjiang, a 140 quilômetros da cidade de Aksu.

As primeiras informações apontam que 18 casas foram soterradas, o que levou à evacuação de mais de 200 pessoas no condado de Zhenxiong, na província de Yunnan. No condado chinês de Akqi, seis pessoas ficaram feridas, duas delas “gravemente”, segundo uma publicação na rede social Weibo do governo regional de Xinjiang. Um total de 47 edifícios desabaram e outros 78 foram danificados, segundo este comunicado.

As autoridades locais enviaram uma equipe ao local do epicentro, e cerca de 800 pessoas estavam prontas para realizar esforços de resgate, informou a agência de notícias estatal chinesa Xinhua. O Ministério da Saúde do Cazaquistão disse que 44 feridos procuraram assistência em Almaty, a maior cidade do país, localizada a pouco mais de 250 km do epicentro do terremoto.

Imagens divulgadas nas redes sociais chinesas mostram aparelhos caindo no chão enquanto o terremoto sacudia casas. Em outras imagens divulgadas pela televisão estatal CCTV, bombeiros são vistos entrando em um prédio com paredes rachadas onde a polícia atende um ferido.

A televisão de Nova Deli, na Índia, também noticiou fortes tremores na capital do páis, localizada a cerca de 1.400 km de distância. Um morador de Aksu disse à Xinhua que as pessoas saíram correndo de suas casas no meio do tremor, apesar da temperatura matinal gelada de -10ºC.

Foi o terremoto mais mortal registado na China desde 2014, quando mais de 600 pessoas perderam a vida na província de Yunnan, no sudoeste do país.

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