Jovem é atingido por bala perdida na cabeça e só descobre 4 dias depois

Por: Rádio Sampaio com Jornal Nacional
 / Publicado em 20/01/2024

Jovem atingido na cabeça por bala perdida — Foto: Reprodução/Jornal Nacional

Um estudante mineiro que achava ter sido atingido por uma pedrada descobriu, quatro dias depois, que estava enganado.

Mateus Facio se recupera em casa, ainda sem acreditar no que aconteceu. O jovem, de 21 anos, estava em Cabo Frio, no litoral norte do Rio de Janeiro, para as festas de fim de ano. No dia 31 de dezembro, na praia, foi atingido com força na cabeça.

“Imaginei que fosse uma pedrada, algo do tipo. Foi tipo um barulho de uma explosão, quando explode uma bomba, porém dentro da minha cabeça. Estancou o sangramento, fomos embora, tomei banho, fui para as festas", conta Mateus.

Mesmo com o ferimento, o estudante aproveitou o Réveillon com os amigos sem dores. No dia 2, dirigiu 310 km de volta para a cidade natal: Juiz de Fora, em Minas Gerais. A viagem que normalmente leva 4h30, durou 7h por causa de um engarrafamento.

No dia 4, Mateus acordou com dificuldades para movimentar o braço direito.

“Esse braço estava normal e esse estava meio caído. Eu sentia os dedos mexendo, mas parece que eu não tinha confiança para pegar alguma coisa. Quando, de repente, começou a dar uns espasmos musculares, ele estava toda hora dando um arranco”, lembra.

No hospital, depois de um exame de tomografia, o resultado surpreendeu. O paciente tinha sido atingido por um tiro e a bala estava alojada no crânio.

"Parte dela penetrou no cérebro. Isso causou compressão da região e os movimentos involuntários do braço", explica o neurocirurgião Flávio Falcometa.

A cirurgia para remover a bala durou duas horas e Mateus ficou dois dias no CTI.

“Por poucos milímetros ela poderia causar um dano bem mais grave. Ficar com o braço paralisado ou metade do lado do corpo paralisado. Foi arriscado, bem arriscado para o paciente. A gente acredita que em 20, 30 dias, ele vai seguir com a vida normal dele”, diz o neurocirurgião.

Mateus prestou depoimento e o caso será investigado pela Polícia Civil de Cabo Frio. Em casa, foram dias de repouso absoluto e cuidados de toda a família.

“Uma pessoa passar quatro dias com uma bala na cabeça e, até então, não ter sentido nada é inexplicável. Nasceu de novo", destaca a administradora Luciana Facio, mãe do Mateus.

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