Crimes na Europa e vida dupla: o que se sabe sobre o caso do sérvio assassinado em Santos (SP)

Matador de aluguel sérvio fugiu após matar guarda-costas e número 1 de máfia de montenegro — Foto: Reprodução

A investigação do assassinato de Djan Kovac, morto a tiros na semana passada em Santos (SP), sofreu uma reviravolta ao ser revelado que a vítima era, na verdade, Darko Geisler, um matador de aluguel sérvio. Na última década, o paradeiro do homem, que estava foragido, era desconhecido das autoridades, e ele era alvo de um mandado de prisão da Interpol.

Apesar dos avanços, alguns pontos da trama que culminou na execução do sérvio, morto perto do prédio em que morava, na companhia da mulher e do filho, seguem sem explicação.

Darko Geisler, que segundo a TV Tribuna, trabalhava como carpinteiro e morava no bairro Embaré, foi executado a tiros quando chegava em casa, junto da mulher e o filho, de bicicleta.

Motivação

Segundo a imprensa sérvia, Darko Geisler teria sido morto a mando de um chefe de um clã mafioso dos Balcãs. A motivação do crime teria sido vingança, o que ainda é investigado pela Polícia Civil, de acordo com o divulgado numa coletiva de imprensa desta quinta-feira.

O mandante, segundo o jornal sérvio Alo, seria Radoje Zvicer, um dos principais nomes do clã Kavac, organização criminosa originária de Montenegro envolvida com o tráfico de drogas. Segundo o relato de uma fonte ao jornal, o matador de aluguel Darko Geisler, desaparecido há quase dez anos, foi localizado em Santos por adversários após um deslize.  Darko Geisler teria ligado para um antigo conhecido de Belgrado, capital da Sérvia, com quem tinha trabalhado no passado e, com isso, revelado sua localização.

Uma das possibilidades investigadas pela Polícia Civil de São Paulo é justamente a de que a morte do sérvio tenha relação com crimes passados do matador de aluguel. "Há a possibilidade, dentre as inúmeras que ainda se apresentam na investigação policial, deste homicídio estar relacionado aos homicídios múltiplos praticados no Leste Europeu" — disse o delegado Luiz Ricardo Lara Dias Júnior, titular do 3° Distrito Policial (DP) de Santos.

A Polícia Civil disse não saber ainda como o sérvio entrou no Brasil. Sua última localização conhecida até morrer em Santos era em Montenegro, onde cometeu um assassinato, antes de desaparecer. Seu único documento era um passaporte esloveno falso, com numeração correspondente a outra pessoa.

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