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Ao longo deste ano, em Alagoas, 5.520 medidas protetivas de urgência foram requeridas e 1.917 envolvidos em violência contra a mulher foram presos. Apenas na capital do estado, foram 2.933 medidas de urgência solicitadas e 545 prisões. Segundo a coordenadora das Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher, delegada Ana Luíza Nogueira, os indicadores mostram uma menor tolerância aos crimes contra a mulher.
De acordo com os dados das delegacias especializadas, os crimes de maior incidência foram de ameaça, lesão corporal, injúria, descumprimento de medida protetiva e difamação, com 28%, 21%, 11%, 6% e 5%, respectivamente. Em 31% das ocorrências desses delitos, as vítimas possuem a idade entre 20 e 29 anos.
A delegada Nogueira também disse que a quantidade grande do número de requerimentos de medidas protetivas de urgência, representa uma maior confiança da sociedade nos órgãos de segurança pública e uma menor tolerância das vítimas com relação à violência que sofrem.
“Isso também se percebe com relação aos crimes de maior incidência. Tanto é que os de maior frequência são crimes de menor intensidade, a exemplo da ameaça, que figura no topo com 28% das ocorrências”, disse a delegada.
