Excesso de telas na infância pode levar a AVC e diabetes na vida adulta

Por: Rádio Sampaio com Metrópoles e Jornal do Commercio
 / Publicado em 12/12/2023

Apesar de um grande facilitador na vida de papais, mamães e cuidadores, as telas causam prejuízos aos pequenos | Crédito: Pexels

Um estudo realizado por pesquisadores neozelandeses, que acaba de ser publicado no periódico científico Pediatrics, revela que o uso excessivo de telas na infância pode ter impactos a longo prazo, resultando no aumento do risco de desenvolver síndrome metabólica na vida adulta.

Ou seja, um grupo de condições que aumentam o risco de doença cardíaca, Acidente Vascular Cerebral (AVC) e diabetes.

Os resultados obtidos pelos cientistas mostram que quanto maior o tempo de tela na juventude, mesmo que na vida adulta escolha-se ver menos, há um perigo maior em desenvolver a síndrome metabólica.

Comportamentos

Os comportamentos sedentários estão associados à obesidade e ao condicionamento físico ruim, mas, segundo os autores, faltavam estudos de seguimento por um longo período. Para suprir essa lacuna, eles acompanharam um grupo de quase mil voluntários nascidos entre 1972 e 1973 até completarem 45 anos.

Durante uma década, dos cinco aos 15 anos, eles e seus pais responderam periodicamente a questionários sobre a quantidade de horas que assistiam TV por dia, o tempo dedicado à prática de atividade física, o status socioeconômico, entre outras informações. Posteriormente, repetiram a enquete aos 32 anos de idade.

Os que assistiam mais de três horas diárias eram mais propensos a ter a síndrome. Essa diferença persistiu mesmo após ajustar dados sobre atividade física.

"Embora reconheçam que não há como estabelecer uma relação de causa e efeito, os pesquisadores sugerem que há um período sensível na vida com consequências no futuro.

“Não existe uma clareza de causa e consequência direta, pois isso pode ter acontecido por questões comportamentais associadas ao hábito de ver televisão, como sedentarismo, alimentação de pior qualidade, exposição a mais tempo de propaganda, menos contato com outras crianças e exposição à luz natural”, diz a pediatra Debora Kalman, do Hospital Israelita Albert Einstein. “Mas estamos aprendendo que existe uma memória metabólica que permanece para a vida adulta”, completa.

Má alimentação diante das telas

Segundo o artigo, comportamentos sedentários estão relacionados a uma maior ingestão energética, consumo de alimentos calóricos e bebidas açucaradas.

“Tudo isso favorece o aumento de obesidade, que pode provocar uma mudança na taxa metabólica basal e na distribuição de gordura corporal levando a uma reprogramação metabólica que pode persistir na vida adulta”, diz a especialista.

Quanto tempo uma criança pode ficar nas telas?

A Organização Mundial da Saúde (OMS) e as sociedades de pediatria recomendam limitar o uso desses equipamentos. As recomendações sinalizam o tempo máximo, e não o tempo indicado. Sempre que possível, as telas devem ser trocadas por atividades com interação com outras pessoas, atividades esportivas e ao ar livre.

  • Antes dos 2 anos: zero;
  • Dos dois aos cinco anos: máximo 1 hora por dia e sempre com supervisão;
  • Dos seis aos dez anos: máximo de 1 a 2 horas por dia, sempre com supervisão;
  • Entre 11 e 18 anos: máximo de 2 a 3 horas por dia, considerando telas e videogames, e sempre com supervisão. Os pais não devem permitir que o adolescente passe a madrugada jogando.

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