Se o referendo realizado na Venezuela tivesse sido feito na Guiana, o resultado teria sido claro: o povo do país e, principalmente o de Essequibo, não tem dúvida: Essequibo pertence à Guiana.
Mas a região é contestada desde o século XIX. Os venezuelanos afirmam que foi roubada pelos britânicos na hora de traçar as fronteiras. Neste domingo (10), o presidente guianês, Irfaan Ali, passou as tropas em revista. Ele disse que pediu para o Brasil atuar como intermediador da conversa da Guiana com a Venezuela.
Irfaan Ali afirmou que a Guiana é um país pacífico e que a única ambição é garantir suas fronteiras; que não tem dificuldade em se reunir com os vizinhos.
Nesta segunda-feira (11), o presidente de São Vicente e Granadina confirmou o encontro dos presidentes Nicolás Maduro e Irfaan Ali na quinta. O Brasil vai enviar um observador: o assessor para assuntos internacionais, Celso Amorim.
Em uma mensagem em uma rede social, na segunda-feira (11), Maduro afirmou que a posição da Venezuela é de diálogo. No entanto, ele voltou a falar em direito legítimo da Venezuela sobre Essequibo e disse que vai querer debater o que chamou de interferência dos Estados Unidos na disputa.
O governo e a diplomacia brasileira acompanham a crise com preocupação.
O ministro da Defesa, José Mucio Monteiro, afirmou que, em nenhuma hipótese, Nicolás Maduro vai usar o Brasil para invadir território guianês: "Temos uma fronteira. Eles só chegarão à Guiana passando - se passassem - pelo território brasileiro, e nós não vamos permitir em hipótese nenhuma. Então, ele tem uma possibilidade. Isso é uma manobra política dele".