Crise de Essequibo: Maduro confirma para quinta (14) reunião com o líder da Guiana

Presidente guianês, Irfaan Ali, passando as tropas em revista — Foto: JN

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, confirmou que vai se reunir na quinta-feira (14) com o presidente da Guiana, Irfaan Ali, para discutir a crise na região de Essequibo. O presidente da Guiana afirmou que não abre mão de nenhuma parte do território reivindicado pela Venezuela. "Guiana. Nós somos os donos!", afirma uma mulher. "É parte da Guiana", diz um homem.

Se o referendo realizado na Venezuela tivesse sido feito na Guiana, o resultado teria sido claro: o povo do país e, principalmente o de Essequibo, não tem dúvida: Essequibo pertence à Guiana.

Mas a região é contestada desde o século XIX. Os venezuelanos afirmam que foi roubada pelos britânicos na hora de traçar as fronteiras. Neste domingo (10), o presidente guianês, Irfaan Ali, passou as tropas em revista. Ele disse que pediu para o Brasil atuar como intermediador da conversa da Guiana com a Venezuela.

Irfaan Ali afirmou que a Guiana é um país pacífico e que a única ambição é garantir suas fronteiras; que não tem dificuldade em se reunir com os vizinhos.

Nesta segunda-feira (11), o presidente de São Vicente e Granadina confirmou o encontro dos presidentes Nicolás Maduro e Irfaan Ali na quinta. O Brasil vai enviar um observador: o assessor para assuntos internacionais, Celso Amorim.

Em uma mensagem em uma rede social, na segunda-feira (11), Maduro afirmou que a posição da Venezuela é de diálogo. No entanto, ele voltou a falar em direito legítimo da Venezuela sobre Essequibo e disse que vai querer debater o que chamou de interferência dos Estados Unidos na disputa.

O governo e a diplomacia brasileira acompanham a crise com preocupação.

O ministro da Defesa, José Mucio Monteiro, afirmou que, em nenhuma hipótese, Nicolás Maduro vai usar o Brasil para invadir território guianês: "Temos uma fronteira. Eles só chegarão à Guiana passando - se passassem - pelo território brasileiro, e nós não vamos permitir em hipótese nenhuma. Então, ele tem uma possibilidade. Isso é uma manobra política dele".

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *