


Um alto funcionário do setor de ajuda humanitária da Organização das Nações Unidas (ONU) afirmou que grande parte da população da Faixa de Gaza está passando fome à medida em que os conflitos armados na região continuam.
Carl Skau, vice-diretor do Programa Mundial de Alimentos da ONU, disse que apenas uma fração dos suprimentos necessários conseguiu entrar em Gaza. Segundo ele, 9 em cada 10 pessoas não conseguem comer todos os dias na área.
As condições em Gaza tornaram as entregas de alimentos “quase impossíveis”, disse Skau. “As pessoas estão desesperadas por comida”.
Por outro lado, Israel afirma que deve continuar os ataques aéreos a Gaza para “eliminar o Hamas e trazer os reféns israelenses para casa.”
O porta-voz das Forças de Defesa de Israel, o tenente-coronel Richard Hecht, afirmou à BBC que “qualquer morte e dor de um civil é dolorosa, mas não temos alternativa”.
No sábado, o presidente da Autoridade Palestina (AP), Mahmoud Abbas, acusou os Estados Unidos de serem “cúmplices de crimes de guerra”.
O governo de Joe Biden vetou uma resolução do Conselho de Segurança da ONU que pedia um cessar-fogo imediato em Gaza.
Dos 15 membros do Conselho de Segurança, 13 países votaram a favor da resolução. O Reino Unido se absteve na votação e os EUA foram o único país a votar contra a resolução.
Abbas afirmou que responsabiliza Washington pelo “derramamento de sangue de crianças, mulheres e idosos palestinos em Gaza nas mãos das forças de ocupação de Israel.”
Já o embaixador dos EUA na ONU, Robert Wood, defendeu o veto e disse que a resolução apelava a um "cessar-fogo insustentável que deixaria o Hamas com a capacidade de repetir o que fez em 7 de outubro".