
Foto: Wilda Pinto/Ministério da Agricultura
Uma praga da Bactrocera carambolae, conhecida como mosca-da-carambola ou mosca maldita, levou o Ministério da Agricultura e Pecuária a declarar estado de emergência fitossanitária nos estados do Amapá, do Amazonas, do Pará e de Roraima. De acordo com a pasta, o inseto é a principal ameaça à fruticultura do Brasil, atacando pelo menos 23 tipos de frutos, em especial os carnosos, como a carambola, a manga, a goiaba e o jambo.
Apesar do risco para a produção de frutas, onde deposita suas larvas, a mosca-da-carambola não representa um perigo direto para a saúde humana, transmitindo doenças. Segundo a Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal do Mato Grosso do Sul, os principais impactos são os econômicos e ambientais. Neste último caso, o meio ambiente é afetado pelo uso de agrotóxicos como medida de controle da praga.
Um estudo da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) mostrou que pode haver um prejuízo de R$ 400 milhões por ano para o setor de alimentos, caso a referida mosca se prolifere pelo país.
O transporte de frutos do Amapá para outros estados do país é proibido e, desde abril, a quarentena foi ampliada para Roraima. Posteriormente, a proibição foi aplicada a 26 municípios do Pará.
O Amazonas não tem ocorrências envolvendo a mosca, mas foi incluído por haver focos em uma região próxima à fronteira com o Pará.
