Para libertar reféns, primeiro-ministro de Israel não descarta um possível acordo com o Hamas

Primeiro-ministro de Israel | AP Photo/Maya Alleruzzo

No último domingo (12), o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse que não descarta chegar a um “possível acordo” com o Hamas, para a libertação dos mais de 200 reféns mantidos pelo grupo terrorista. Segundo Netanyahu, Israel tem dois objetivos, sendo eles a libertação dos reféns e a destruição do Hamas.

“Poderia haver [um acordo], mas penso que quanto menos eu falar sobre isso, mais aumentarei as hipóteses de se concretizar”, disse o primeiro-ministro. “Se houver uma oferta disponível. Bem, falaremos sobre isso quando ela estiver lá e anunciaremos se for alcançada”, declarou. À CNN, Netanyahu reiterou que o único acordo de cessar-fogo que será considerado será aquele que contempla a libertação dos reféns.

O premiê também indicou que tem alguma informação sobre a localização das pessoas raptadas pelo Hamas, mas não deu detalhes. Além disso, ele informou que Israel está ajudando pacientes hospitalares, estabelecendo rotas de evacuação ao sul da cidade de Gaza.

“Queremos que todos os civis estejam fora de perigo”, afirmou. “Cada morte de civis, de bebês, é uma tragédia, mas essa tragédia deve ser atribuída diretamente ao Hamas, que mantém suas instalações militares dentro de hospitais, seus postos de comando dentro dos hospitais, dentro de escolas”, disso Netanyahu à emissora NBC.

Sem ajuda de outros países

O primeiro-ministro de Israel também afirmou que a única força militar que pode garantir que o terrorismo não reapareça e tome Gaza é o exército israelense. Dessa forma, o premiê fecha o caminho à participação de um terceiro país na guerra.

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