
Chefe de operações Diogo Martins | Foto: Jade Moura
Os homens identificados como Paulo Júnior Pereira da Silva (40) e Alex Tavares Jacinto (26), foram mortos na última terça-feira (31), em Palmeira dos Índios. Ambas as vítimas se conheciam e possuíam passagem pela polícia. O chefe de operações da Polícia Civil (PC) em Palmeira, Diogo Martins, concedeu uma entrevista à Rádio Sampaio e falou sobre os casos.
“Dois homicídios em menos de 24h. Acreditamos que esses dois indivíduos, que foram assassinados, tinham ligação. Inclusive, foi passado pra gente que eles estavam, no domingo, bebendo juntos”, disse Diogo Martins.
Segundo ele, Paulo foi assassinado durante a madrugada, por indivíduos que se passavam por policiais, e Alex foi morto durante a tarde, em frente a casa de sua mãe, por indivíduos que estavam em um carro ainda não identificado. A última vítima possuía um mandado em aberto, por ser o autor intelectual do assassinato de cometido na frente do Hospital Regional Santa Rita, em Palmeira.
Ainda de acordo com Diogo, Alex também era suspeito de diversos outros homicídios na cidade. O indivíduo era bastante “respeitado” no mundo do crime.
“A questão é essa: a conta chega. Esse pessoal da vida do crime, o fim é esse. Ou é preso ou é morto”, declarou Diogo. “Aquela frase ‘o crime não compensa’, realmente não compensa. Compensou pra ele [Alex] durante um curto período de tempo, mas agora tudo o que ele tem, vai deixar para os parentes”.
De acordo com o agente, as vítimas de homicídio também integravam a facção criminosa PCC. “Eles são faccionados. Esse pessoal pertencia ao grupo PCC; e existem boatos de que o Comando Vermelho estaria atuando na região. Nós sabemos que quando esses grupos rivais começam a disputar o tráfico de drogas, sempre existe esse mata-mata”, informou. Apesar disso, as motivações dos homicídios ainda não foram identificadas.
Logo abaixo, ouça a entrevista completa, feita pelo repórter Niraldo Correia, e os comentários do locutor Antônio Oliveira.

Repórter Niraldo Correia entrevistando o chefe de operações Diogo Martins | Foto: Jade Moura
