
Sargento Rodrigo Viana era lotado no BPES e foi assassinado a tiros em Maceió | Foto: Arquivo Pessoal
A suspeita de atirar e matar o sargento da Polícia Militar (PM) Rodrigo Pauferro Viana (41), durante seu depoimento, disse que era vítima de violência doméstica, sofrendo agressões físicas e psicológicas, e que já havia sido forçada a beijar os pés do militar e implorar pela própria vida.
Ainda em seu depoimento, a mulher contou que era namorada do sargento há mais de três anos e que no último ano ele passou a ser agressivo com ela. Segundo a suspeita, o militar chegou a agredi-la com puxões de cabelo e golpes do tipo “mata-leão”. Além disso, de acordo com ela, algumas vezes Rodrigo a chamava de “lixo” e “inútil”.
A suspeita também informou que, mesmo com as agressões, ela não havia terminado o relacionamento porque amava a vítima.
O crime ocorreu no condomínio Recanto dos Pássaros, no bairro Benedito Bentes, em Maceió. Na ocasião, a PM foi acionada para uma denúncia de violência doméstica e se dirigiu ao local, mas após chamar várias vezes e não obter resposta, a guarnição resolveu voltar. No entanto, um pouco depois, os militares ouviram sons de disparos de arma de fogo.
Ao retornar e invadir a casa, a equipe avistou o sargento caído no chão e a mulher, em estado de choque, com a arma na mão. No depoimento, ela disse que tentou fugir da residência, para escapar de novas agressões, mas foi impedida, sendo ameaçada com uma faca e entrando em pânico. Nesse momento, ela viu a arma do namorado, que estava em cima de uma mesa de cabeceira, ao lado da cama.
