
Gheymison do Nascimento Porto logo após sair do HEA | Foto: Ascom HEA
Nesta quinta-feira (26), o policial militar Gheymison do Nascimento Porto prestou depoimento ao delegado Edberg Oliveira, em Arapiraca, sobre o atropelamento que sofreu e que acabou levando a óbito a sua noiva, a também policial militar Cibelly Barboza. O PM diz que não lembra de muita coisa e que espera que o responsável pelo ocorrido pague pelo que fez.
“Do acidente, eu não lembro de muita coisa. Lembro que a gente estava bem feliz, pegamos nossas bicicletas e fizemos o passeio que fazíamos de vez em quando. Estávamos muito bem, muito felizes”, disse Porto. “Espero que ele [o responsável pelo atropelamento] pague pelo que fez, porque é muito difícil perder alguém que se ama. A gente estava bem e vem alguém que tira a vida da pessoa que você ama e que ama você. Ele ou quem quer que seja o culpado tem que pagar pelo que fez”.
Segundo o policial, ele perguntou várias vezes, no hospital, por Cibelly, com todos dizendo que ela estava sendo cuidada em outro local. Foi a mãe de Porto quem informou que ela havia falecido, deixando-o perturbado. O militar ainda disse que está sendo difícil lidar com a ausência da noiva e com o processo de reabilitação do atropelamento.
“A força da minha família e dos meus amigos da polícia tem me deixado em pé. É uma graça de Deus estar vivo. Estou com dificuldade para falar, ouvir, andar, para muita coisa, mas vou ficar bem”, declarou Gheymison.
Ele ainda informou que queria ter uma filha com Cibelly, enquanto a militar queria primeiro se organizar e comprar uma casa antes. O casal se conheceu dentro da Polícia Militar e gostava de viajar e praticar ciclismo juntos.
