
Metralhadoras recuperadas | Foto: reprodução
Segundo informações da Polícia Civil (PC) do Rio de Janeiro, as metralhadoras furtadas do arsenal de guerra do Exército de São Paulo foram ofertadas ao Primeiro Comando da Capital (PCC) e ao Comando Vermelho (CV), mas as facções recusaram o armamento em decorrência do mau estado de conservação e da falta de uma peça das armas.
Ainda de acordo com a PC, os integrantes do CV, que comandam o tráfico no Complexo da Maré, no Rio de Janeiro, não quiseram adquirir os itens porque estava faltando uma fita metálica necessária para inserir a munição nas armas. Isso ocorreu porque a peça é de uso controlado pelo Exército, sendo difícil de ser adquirida no mercado.
A negociação foi feita em um grupo de WhatsApp com as lideranças do Comando Vermelho. Um fornecedor chegou a postar um vídeo em que apareciam quatro metralhadoras .50 subtraídas do arsenal.
Um membro do PCC, conhecido por liderar grandes roubos contra agências bancárias e carros-fortes, também descartou as armas de calibre 50, pois as considerou “velhas e em mau estado”. O fornecedor chegou a pedir R$ 350 mil em cada uma e R$ 180 mil pelos fuzis de calibre 7.62, mas o integrante da facção recusou.
No último sábado (21), nove metralhadoras foram recuperadas. Ao todo, 17 já voltaram para as mãos dos militares.
