
Giovanna Bezerra | Foto: reprodução/Instagram
Na manhã de hoje (23), a jovem Giovanna Bezerra (17) foi morta durante um atentado a tiros na Escola Estadual Sapopemba, na zona leste de São Paulo. A vítima havia conseguido um emprego remunerado, como auxiliar de escritório, há um mês, e estava feliz com o salário que havia ganho.
“Com o primeiro salário que ela recebeu, ela ficou tão feliz que [disse que] ia estudar mais”, disse a avó de Giovanna, Luzia de Carvalho Silva, em entrevista à CBN.
Segundo um vizinho da família da adolescente, Reinaldo Lopes, a jovem queria ser advogada, jogava vôlei e era “muito família”. A jovem também era considerada uma ótima aluna e tinha o costume de esperar os amigos na frente de casa, para irem juntos à escola.
Luzia disse que já tinha ouvido a respeito de um possível ataque à escola onde a neta estudava. “Nunca esperava, mas todo mundo já sabia que ia acontecer alguma coisa nessa escola, porque há muito tempo estão falando que tava tendo ameaça lá”, contou a avó.
O suspeito de realizar o ataque é um jovem de 16 anos, que já havia registrado um boletim de ocorrência no dia 24 de abril, alegando ter sofrido agressões e ameaças. Há algumas semanas, o mesmo adolescente já tinha feito ameaças, afirmando que praticaria um atentado contra os seus agressores.
Lopes comentou que a reputação da escola era ruim e que "a direção é muito omissa" em relação aos casos de brigas que haviam entre os alunos.
Uma das alunas, que foi baleada na região do abdômen, recebeu alta médica por volta das 11h30. A jovem, que tem 16 anos, havia sido levada para o Hospital Estadual de Sapopemba. Segundo o pai da adolescente, a equipe médica considerou melhor que a recuperação da menina ocorra em casa, para evitar contaminação por bactérias do ambiente hospitalar.
Um aluno que acabou se ferindo durante a fuga também já recebeu alta. A segunda vítima que foi baleada, na região da clavícula, ainda está no hospital.
