
Rio Negro | Foto: Reuters/Bruno Kelly
Nesta segunda-feira (16), o Rio Negro atingiu o seu nível mais baixo desde 1902, quando as medições começaram a ser realizadas. De acordo com o Porto de Manaus, a vazante estava com apenas 13,59m. A altura do rio deve levar mais alguns dias para voltar a crescer.
Segundo o relatório emitido pelo Serviço Geológico do Brasil (SGB), divulgado no último dia 12, a previsão para o período histórico de ocorrência da vazante mínima do Rio Negro, em Manaus, era na segunda quinzena de outubro. Isso indica que a situação pode levar mais tempo para se amenizar. Na capital do Amazonas, o rio registrou seu último aumento de nível em 13 de junho de 2023, subindo um centímetro.
Nas cidades como Barcelos e São Gabriel da Cachoeira, onde o nível do rio já costuma ser baixo, a previsão é de que as mínimas mais expressivas devem acontecer apenas em fevereiro de 2024.
A última vez que o Rio Negro chegou a um nível tão baixo foi em 24 de outubro de 2010, quando a vazante registrada foi de 13,63m. O rio só ficou abaixo dos 15m nos anos 1997, com 14,34; 2005, com 14,75m; 2010 e, agora, 2023.
O Amazonas passa por uma estiagem que tem afetado 60 dos 62 municípios, causando prejuízos a mais de 112 mil pescadores. Cerca de 500 mil pessoas devem ficar sem acesso a água e comida, segundo o governador amazonense, Wilson Lima (União Brasil).
A qualidade do ar também acaba sendo prejudicada, uma vez que o tempo seco contribui com uma maior incidência de queimadas na região, gerando uma nuvem de fumaça que já chegou a cobrir várias regiões de Manaus.
Os governos de Manaus e do Amazonas têm agido para evitar que comunidades mais isoladas sofram com o desabastecimento de água e mantimentos. O Governo Federal também foi acionado, para ajudar na compra de cestas básicas e na abertura de 30 poços artesianos na zona rural amazonense.
A Força Aérea também tem colaborado, auxiliando no transporte de insumos para comunidades ribeirinhas afetadas pelas dificuldades no transporte fluvial.
