


Na tarde de hoje (8), o embaixador de Israel na Organização das Nações Unidas (ONU), Gilard Erdan, cobrou apoio da comunidade internacional ao país e comparou os ataques a Israel aos atentados do 11 de setembro contra os Estados Unidos. Já o embaixador da Palestina na ONU, Riyad Mansour, pediu para que Israel pare a violência em Gaza e aborde as raízes do conflito.
“O que nós estamos testemunhando são crimes de guerra bárbaros”, disse Erdan, que mostrou fotos e vídeos de civis israelenses mortos e sendo sequestrados. “O erro de dialogar com esses selvagens acabou. Agora é hora de obliterar a infraestrutura terrorista do Hamas, apagá-la completamente”, afirmou o diplomata, que também criticou os países que defendem a possibilidade de negociar com o grupo islâmico. Confira um trecho do discurso logo abaixo.
Riyad Mansour, por sua vez, fez declarações à imprensa, criticando os países por só prestarem atenção “quando são mortos israelenses”, ignorando as denúncias dos palestinos sobre o bloqueio e os ataques de Israel a Gaza, ano após ano.
“Escolhemos a via pacífica para conquistar os nossos direitos, mas Israel continuou usando a força bruta contra as vidas e os direitos dos palestinos. Israel não pode desencadear uma guerra em grande escala contra uma nação, o seu povo, a sua terra e os seus templos e esperar que haja paz: tem que atacar a raiz do conflito”, disse o diplomata.
Ainda segundo Mansour, os ataques a Gaza feitos por Israel têm o objetivo de destruir as capacidades militares do Hamas, mas conseguem apenas causar sofrimento aos civis.
“Israel espera e exige apoio político e militar enquanto promove objetivos que são fundamentalmente contrários à legitimidade e ao consenso internacional”, disse. “Não se pode dizer: 'Nada justifica a morte de israelenses' e depois justificar a morte de palestinos”.
O Conselho de Segurança da ONU, presidido pelo Brasil neste mês, ainda não emitiu um comunicado a respeito do assunto, pois é necessário um consenso entre todos os seus membros. Hoje, aconteceu uma reunião de emergência do Conselho, visando tratar do conflito.