Trio envolvido na morte de PM em um posto de combustíveis de Arapiraca vai a julgamento dois anos após o crime

Por: Ascom MP/AL
 / Publicado em 03/10/2023

Foto: reprodução

Nesta terça-feira (3) acontece, em Arapiraca, o júri popular dos três suspeitos pelo assassinato, em 2021, de Vanísio Santana de Araújo, sargento da reserva da Polícia Militar (PM). O Ministério Público (MP) de Alagoas defenderá a condenação dos réus por homicídio qualificado pelo crime ter sido cometido por motivo fútil, de forma cruel e mediante recurso que tornou impossível a defesa da vítima.

Entenda o caso

No dia 28 de janeiro de 2021, Weverton Henrique da Silva Oliveira, Lucas Oliveira dos Santos, Maciel Araujo Oliveira e João Victor Cristóvão dos Santos, que era adolescente à época, chegaram a um posto de combustíveis, em Arapiraca, dirigindo um Ford Ka.

Enquanto o carro deles era abastecido, Weverton começou a desferir pancadas na parte de trás de um ônibus que estava no local. O motorista do veículo saiu para ver o que estava acontecendo. Weverton começou a falar de forma exaltada e o motorista voltou para dentro do ônibus, fechando o veículo.

Os quatro homens encostaram o Ford Ka ao lado do ônibus e perguntaram pelo motorista. Nesse momento, Vanísio pediu a eles que parassem com a discussão e se acalmassem. Weverton puxou a vítima para fora do veículo e, juntamente com Maciel e Lucas, deu início às agressões contra o sargento, que desmaiou.

Nesse momento, Lucas consegue tomar a arma de Vanísio, entregando-a a Weverton. Após sofrer uma série de agressões, a vítima é atingida por vários tiros disparados por Maciel. João Victor deu fuga aos réus, dirigindo até a cidade de Girau do Ponciano. O adolescente permaneceu no local, enquanto os outros três fugiram para a Bahia, sendo presos na cidade do Conde.

Julgamento

De acordo com o promotor de Justiça Izelman Inácio, o crime foi cometido por motivo fútil já que, segundo os réus, eles teriam agredido e assassinado Vanísio por não terem gostado de a vítima ter tentado apaziguar os ânimos e acabar com a discussão entre os suspeitos e o motorista do ônibus. Eles agiram com desproporcionalidade entre o crime e a causa, defende o promotor.

“Existem vários agravantes, como o fato de os réus serem bem mais jovens que a vítima, estarem em maior número e terem agido de surpresa, não permitindo a ela se defender. O crime foi cometido com agressividade exacerbada, aumentando o sofrimento da vítima inutilmente, o que comprova a qualificadora da crueldade”, destacou.

O promotor de Justiça explica que os réus podem ser condenados de 12 a 30 anos de reclusão por homicídio qualificado. “A expectativa é que a pena seja superior a 20 anos pois existem, na primeira fase de aplicação da pena, circunstâncias judiciais que podem ser valoradas negativamente para os acusados”, finalizou.

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