Polícia Federal deflagra operação de combate a fraudes contra o INSS em Penedo

Por: Cláudio Barbosa com Assessoria/PF
 / Publicado em 19/09/2023

Polícia Federal deflagra operação de combate a fraudes contra o INSS em Penedo - Foto: Ilustração

A Polícia Federal (PF) em Alagoas, com o apoio da Coordenação de Inteligência da Previdência Social, deflagrou, na manhã desta terça-feira (19), a Operação Reatividade. O objetivo é combater fraudes contra o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), na concessão de benefícios previdenciários no Estado. Estão sendo cumpridos três mandados judiciais de busca e apreensão, sendo dois em Penedo (AL) e um na cidade de São Paulo (SP), todos expedidos pela 2ª Vara Federal da Seção Judiciária do Estado de Alagoas.

O prejuízo à Previdência chega a R$ 2,6 milhões com esses benefícios irregulares. As fraudes foram identificadas no final de 2022, a partir de informações repassadas pelo INSS que apontavam suspeitas de instalação indevida de equipamentos - popularmente conhecidos como chupa-cabras - na Agência da Previdência Social no município de Penedo.

Estes equipamentos possibilitaram o acesso aos sistemas corporativos e a captura de informações trafegadas na rede da agência, sendo que com essas informações foram providenciadas diversas fraudes em benefícios previdenciários, como a reativação do pagamento de benefícios já cancelados ou extintos e a concessão de novos benefícios.

Como aconteceu?

De acordo com a investigação, uma pessoa teve seu acesso às instalações da agência facilitado por um vigilante terceirizado, tendo sido responsável pela instalação de um “chupa-cabra”, por meio do qual teve acesso às informações que propiciaram a realização das fraudes investigadas.

Durante o trabalho de monitoramento operacional de benefícios, o INSS constatou que 2.459 benefícios foram reativados a partir do acesso indevido proporcionado pelo equipamento instalado na APS/Penedo. Essas reativações fraudulentas iriam gerar um prejuízo de R$ 105.270.252,20 em pagamentos, sendo que o INSS conseguiu impedir o recebimento de R$ 102.629.563,13, de forma que o prejuízo efetivo identificado na investigação chegou a R$ 2.640.689,07.

O nome da operação (Reatividade) faz alusão às reativações fraudulentas de benefícios previdenciários que foi o principal objeto da ação fraudulenta contra o INSS.

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