


A Líbia corre para enterrar os seus mortos enquanto os corpos se amontoam nas ruas de Derna, a cidade costeira do norte devastada pelas inundações, depois de chuvas torrenciais terem destruído duas barragens, arrastando casas para o mar.
Os necrotérios estão lotados em hospitais que permanecem fora de serviço, apesar da necessidade desesperada de tratar os sobreviventes de um desastre que já matou pelo menos 5,3 mil pessoas, de acordo com funcionários do hospital e autoridades do governo apoiado pelo parlamento oriental da Líbia.
Cerca de 10.000 pessoas estão desaparecidas, potencialmente arrastadas para o mar ou enterradas sob os escombros espalhados pela cidade.
que já abrigou mais de 100 mil pessoas, dizem as autoridades.
Mais de 30.000 pessoas foram deslocadas pelas inundações em Derna, informou nesta quarta-feira (13) a Organização Internacional para as Migrações (OIM) das Nações Unidas na Líbia.
Os danos significativos às infraestruturas da região tornaram algumas áreas atingidas inacessíveis aos grupos humanitários. Apenas dois dos sete pontos de entrada para Derna estão disponíveis agora.
As equipes de emergência estão procurando sobreviventes e corpos em pilhas de destroços, enquanto as autoridades tentam honrar a crença islâmica de que os mortos devem receber ritos funerários dentro de três dias.
“O comitê dos Mártires (foi criado para) identificar as pessoas desaparecidas e implementar procedimentos para identificação e sepultamento conforme a Sharia e as leis e padrões legais”, disse o ministro de estado da Líbia para assuntos de gabinete, Adel Juma.
A destruição causada pela tempestade Daniel tornou uma missão gigantesca ainda mais difícil para as equipes de resgate que tentam limpar estradas e escombros para encontrar sobreviventes.
A tempestade prejudicou as comunicações, frustrando os esforços de resgate e causando ansiedade entre familiares fora da Líbia que aguardam notícias de entes queridos desaparecidos.