
Foto: reprodução/prógenéricos
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) alertou que medicamentos genéricos não podem ser intercambiáveis com similares e nem mesmo entre si. Da mesma forma, os similares também não são intercambiáveis entre si. De acordo com a agência, existem diversos remédios desses tipos no mercado, o que impossibilita a realização de testes de intercambialidade de um com o outro em todos os casos.
“Eles não fizeram essa demonstração experimental”, disse a Anvisa ao portal R7. Esse tipo de estudo seria feito apenas com os medicamentos de referência. Assim, se o tratamento de alguma enfermidade é iniciado com um medicamento genérico, é recomendável que se permaneça com o mesmo tipo de remédio, sem variar com similares.
Apesar disso, a Anvisa também fala, em seu site, que alguns similares já passaram por testes laboratoriais que comprovaram a sua equivalência com os medicamentos de referência e podem ser intercambiáveis. Para conferir a lista, atualizada pela última vez em 2020, clique aqui.
Consequências da intercambialidade indevida
Realizando uma intercambialidade indevida entre tipos de medicamentos, o paciente pode ter resultados terapêuticos diferentes dos esperados durante o tratamento. Um exemplo a ser citado é o de pessoas que possuem hipotireoidismo e precisam fazer reposições hormonais. De acordo com o diretor do Departamento de Diabetes Mellitus, da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (Sbem), Rodrigo de Oliveira, a dosagem do hormônio da tireoide é em micrograma e não em miligrama, e a troca de um genérico para outro acabaria trazendo diferenças significativas.
Entenda as diferenças
De acordo com a Lei 9.787/1999, um medicamento de referência é um produto inovador registrado no órgão federal responsável pela vigilância sanitária e comercializado no país.
Os genéricos são aqueles semelhantes aos de referência e que pretendem ser intercambiáveis com eles.
Por fim, medicamentos similares são aqueles que possuem os mesmos princípios ativos, apresenta a mesma concentração, a mesma forma farmacêutica, a mesma via de administração, posologia, etc, do medicamento de referência. Neste último caso, a diferença se daria apenas em características acidentais, como tamanho, forma, prazo de validade, embalagem, entre outros.
