Justiça americana marca leitura da acusação contra brasileiro preso por furtar joias

Imagens de câmera mostram homem que seria Jobson dentro de um elevador do hotel com malas das vítimas
Imagem: Departamento de Justiça dos EUA

 

A Justiça americana marcou, para o dia 12 de setembro, a leitura formal do documento de acusação contra o brasileiro Jobson Marangoni de Castro, de 37 anos. A informação foi confirmada pela Procuradoria dos Estados Unidos para o Distrito Central da Califórnia.

Jobson foi preso na noite de segunda-feira (21) no Aeroporto Internacional de Los Angeles, acusado de furtar mais de US$ 1,8 milhão, o equivalente a cerca de R$ 8,7 milhões, na cotação atual, em joias, roupas e acessórios, em um hotel em Beverly Hills.

As vítimas são duas brasileiras que tinham viajado juntas para Beverly Hills no dia 5 de maio, para participar de um evento de moda, marcado para 9.

A denúncia apresentada contra Jobson alega que, na noite de 10 de maio, ele pegou um Uber até o hotel onde as vítimas estavam hospedadas. O suspeito enganou um funcionário do estabelecimento para conseguir pegar a chave do quarto onde as brasileiras estavam.

Enquanto elas haviam saído para jantar fora, Jobson furtou seis malas com pertences. Imagens do elevador, anexadas ao processo, mostram o suspeito com os volumes, antes de deixar o hotel. Ao voltarem e notarem o sumiço de todas as malas, as vítimas notificaram as autoridades.

Segundo as investigações, dias depois do crime, o suspeito enviou uma mensagem no Instagram para um comprador, de Miami.  De acordo com a polícia, ele disse ao receptor que queria vender um colar de diamantes e um relógio de luxo, mas que não tinha as notas fiscais porque tinha encontrado os itens numa caixa pertencente à sua falecida mãe.

Em 18 de maio, o comprador transferiu a Jobson US$ 50 mil pelas joias.  Ainda de acordo com a denúncia, o brasileiro, então, viajou para Miami na intenção de vender o material. Por isso, além do furto, ele também é acusado de transporte interestadual de bens roubados.

Se condenado, o brasileiro pode pegar uma pena máxima de 10 anos de prisão. O FBI e o Departamento de Polícia de Beverly Hills estão investigando o assunto.

A defesa do brasileiro ainda não foi localizada pela reportagem da CNN.

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