Cardiopatias congênitas atingem um em cada 100 bebês no Brasil

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 / Publicado em 12/07/2023

Foto: Ilustração

Na última semana, a atriz Thaila Ayala expôs momentos de dificuldade que enfrentou na UTI com a sua filha, Tereza, de apenas dois meses. A pequena nasceu com cardiopatia congênita e passou por uma cirurgia no coração na última quinta-feira (6).

Nascida em abril deste ano, Tereza foi diagnosticada, ainda no útero, com a anomalia na estrutura do coração, que surge nas primeiras semanas de gestação, durante a formação do órgão. A pequena é fruto do casamento da atriz com o ator Renato Góes. Eles também são pais de Francisco, de pouco mais de um ano.

De acordo com o Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (SUS), a doença atinge um a cada 100 bebês. No Brasil, estima-se que aproximadamente 30 mil crianças nascem com cardiopatia congênita ao ano, sendo a segunda maior causa de mortalidade no período neonatal.

“Cerca de 30% dos casos necessitam de intervenção cirúrgica ainda no período neonatal, ou seja, logo após o nascimento. Por isso, estar preparado para o momento do parto, com assistência adequada e especializada é importantíssimo”, destaca Claudia Pinheiro de Castro Grau, coordenadora da Ecocardiograma Fetal e Pediátrico da Maternidade São Luiz Star.

A especialista enfatiza que o diagnóstico precoce é essencial para otimizar o atendimento do bebê, sendo o exame de ecocardiograma fetal essencial ainda durante o pré-natal. “Isso porque ele avalia pontualmente as estruturas cardíacas do bebê, como artérias e válvulas, para identificar anomalias ainda no período gestacional”, explica.

Necessidade de procedimento cirúrgico

No caso da bebê Tereza, foi necessária a realização de cirurgia, visto que a Comunicação Interventricular (CIV) possuía um tamanho grande e gerou repercussões em seu organismo. “Existem comunicações que são bem pequenininhas e se fecham espontaneamente. No caso da filha da Thaila, por conta do tamanho, houve dificuldade de ganho de peso, além do cansaço, já que o ‘buraquinho’ joga mais sangue para dentro do pulmão. Por isso, ela teria que operar, mas é importante destacar que nem toda a Comunicação Interventricular exige cirurgia. Tudo depende do tamanho e do tipo.”

Em junho, uma lei sancionada pelo governo federal incluiu o exame de ecocardiograma fetal no pré-natal das gestantes no Sistema Único de Saúde (SUS). “É uma vitória importante, pois proporciona mais segurança e o correto acompanhamento dos casos”, pontua Claudia.

 

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