
Foto: Ilustração
Por volta das 10h45 de ontem (22), o estupro de uma menor foi registrado no bairro Jardim Brasil, em Palmeira dos Índios. O indivíduo ainda não foi localizado. De acordo com o registro policial, a vítima informou à Polícia Militar (PM) e ao Conselho Tutelar que havia sido estuprada em uma residência, por um homem desconhecido, mas posteriormente a menina mudou a história. A violência sexual foi confirmada pelo Instituto Médico Legal (IML).
A PM e o Conselho Tutelar foram acionados por um professor da vítima, após ele ser procurado por uma aluna, que lhe contou sobre o estupro sofrido pela amiga. O docente também tentou entrar em contato com os pais da menor, mas não conseguiu. Uma guarnição policial compareceu à escola e falou com a menor.
De acordo com a menina, na última quarta-feira (21) ela teria sido convidada por uma amiga, através do WhatsApp do celular da mãe, para uma festa junina na Escola Gerson Jatobá Leite, ontem. A suposta amiga teria pedido que ela fosse até a sua casa, no Juca Sampaio, para que de lá seguissem até a escola. Chegando à residência, um homem teria atendido a porta e a convidado para entrar, alegando que a amiga estaria se arrumando. Dentro da casa, a menina percebeu que estava sozinha com o indivíduo, que a ameaçou com uma faca e cometeu o crime.
Ao chegar na escola, a vítima percebeu que havia sangue em sua calcinha e contou o ocorrido para a sua colega, que contou ao professor.
A guarnição e o conselheiro tutelar seguiram até o endereço informado pela vítima, mas encontraram a casa fechada. Ao colher informações na vizinhança, os agentes verificaram que o dono da residência era um mecânico de motos. O suspeito foi encontrado em seu local de trabalho e, ao ser questionado sobre a acusação, ele afirmou que estava dormindo na casa da mãe desde o dia 19, não tendo tido contato com a menor de idade.
A polícia verificou as câmeras de monitoramento presentes no percurso entre a casa a casa da mãe do indivíduo e o seu local de trabalho, atestando que, no dia do crime, ele havia feito o trajeto até a oficina e não saiu de lá. O homem foi levado até a Central de Flagrantes, onde a vítima não o reconheceu como sendo o estuprador.
Após o primeiro acusado não ter sido reconhecido pela menor, ela mudou a história e alegou que havia conversado com um rapaz chamado Senna, através das redes sociais, e que o abuso teria ocorrido em uma praça pública, próximo ao novo Unicompra.
Depois do relato, a vítima foi levada para o Hospital de Emergência do Agreste (HEA), em Arapiraca, e as autoridades policiais confeccionaram um boletim de ocorrência.
O caso será investigado.
