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Nesta quinta-feira (22), a Polícia Civil (PC) anunciou que concluiu o inquérito sobre a morte de Pedro Lúcio (47), torcedor do Centro Sportivo Alagoano (CSA) morto no começo do mês passado, em decorrência de um espancamento feito por membros de uma torcida organizada. 12 membros do grupo, dos quais dois são adolescentes, foram indiciados. Até o momento, quatro indivíduos foram presos e seis estão foragidos.
Os 10 indiciados que já atingiram a maioridade responderão por homicídio duplamente qualificado por motivo torpe e não terão chance de defesa. O grupo também deve responder por corrupção de menores. Os dois adolescentes devem ser responsabilizados por um ato infracional análogo ao homicídio duplamente qualificado. Em maio, a PC já havia prendido três indivíduos suspeitos de participar do espancamento.
De acordo com a Delegada Rosimeire Vieira, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), os indivíduos capturados alegaram que a ação havia sido um ato de vingança, pois um membro do Comando Alvi-rubro havia sido agredido meses antes. A delegada disse que Pedro não era um alvo específico e que acabou sendo espancado apenas por estar próximo ao Estádio Rei Pelé, após a partida do CSA, trajando uma camisa do clube.
A PC diz que o crime foi planejado, uma vez que a torcida organizada alugou veículos e criou grupos no WhatsApp, para marcar os encontros. Os ocupantes de dois carros e de algumas motocicletas já foram identificados.
No dia do espancamento, o grupo ainda atacou duas outras pessoas, uma delas sendo um torcedor do time rival, que teve a camisa rasgada. Os envolvidos nos delitos já foram indiciados por um dos casos.
