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A partir de amanhã (16), a Polícia Civil (PC) irá começar a escutar os familiares das quatro crianças que foram carbonizadas durante um incêndio, na madrugada do último domingo (14), em Canapi, bem como os vizinhos da residência atingida pelo fogo. A audição faz parte do inquérito instaurado pela PC, visando apurar o caso.
De acordo com o Delegado Daniel Mayer, as primeiras impressões levam a crer que a tragédia foi fruto de um acidente, provocado por um curto-circuito. O perito responsável pelo caso, Clisney Omena, já afirmou que há indícios de que Davy Lucas, o único garoto das quatro crianças, tentou proteger as outras três do fogo, devido ao modo como os corpos foram encontrados, abraçados, no canto oposto à porta do quarto.
O perito ainda disse que a porta não estava trancada, mas que o fogo não permitiu a saída das crianças, que ficaram encurraladas.
As investigações serão concluídas e enviadas ao Ministério Público após o laudo da Polícia Científica.
“A Polícia Civil de Alagoas expressa o extremo pesar pela vida das quatro crianças”, disse o delegado, em vídeo, afirmando também que o inquérito está sendo realizado com rapidez.
Novas informações apontam que duas das crianças mortas eram filhas de um pastor, e que este havia deixado os filhos na casa de um amigo, para levar uma pessoa ao Hospital de Santana do Ipanema.
Os irmãos Davy Lucas Silva e Aylla Ludmyla Silva de Jesus, bem como as pequenas Maria Aylla Alves Oliveira Silva e Ariela, também irmãs, estavam dormindo em um quarto quando um suposto curto-circuito em um ventilador acabou provocando um incêndio, que se espalhou no local.
O dono da residência arrombou a porta do quarto para tentar resgatar as crianças, mas o fogo já as havia carbonizado e consumido todo o cômodo.
