
Edgar Ricardo de Oliveira, de 30 anos, e Ezequias Souza Ribeiro, de 27 anos, foram identificado como os autores do crime. — Foto: Reprodução
A chacina que vitimou sete pessoas em um bar de Sinop, no norte de Mato Grosso, nessa terça-feira (21), chocou a população pela brutalidade e frieza com que o crime foi cometido. Os autores e todas as vítimas já foram identificados.
Ezequias Souza Ribeiro, de 27 anos, foi morto em confronto com a polícia na tarde desta quarta-feira (22), em uma área de mata, a cerca de 15 km de Sinop, próxima ao aeroporto. Edgar Ricardo de Oliveira, de 30 anos, continua forgido.
A chacina ocorreu em um bar, no bairro Jardim Lisboa, em Sinop, a 504 km de Cuiabá, na tarde desta terça-feira (21). Onze pessoas estavam no local, sendo elas os dois autores do crime, o homem que estava jogando com eles, o dono do bar e mais sete clientes.
Edgar Ricardo de Oliveira, de 30 anos, e Ezequias Souza Ribeiro, de 27 anos, moradores do município, foram identificados pela Polícia Civil como autores do crime.
Ezequias foi morto em confronto com a polícia nesta quarta-feira (22). Edgar continua foragido.
A dupla usou uma espingarda 12mm e uma pistola 38 para matar as vítimas.
Ezequias tem passagens pela polícia por porte de arma ilegal, roubo, formação de quadrilha, lesão corporal e ameaça, além de possuir um mandado de prisão em aberto.
Edgar tem passagem na polícia por violência doméstica.
O delegado Bráulio Junqueira afirmou que nove pessoas foram rendidas e apenas duas delas sobreviveram, sendo a mulher de Getúlio, Raquel Gomes de Almeida, e o sobrinho dele, Luiz Carlos Souza Barbosa.
Edgar e Ezequias teriam perdido algumas partidas de sinuca para Getúlio, o que teria motivado o crime. Os jogos eram apostados e os suspeitos teriam perdidos mais de R$ 4 mil.
Segundo o delegado, Edgar ficou revoltado com a derrota e, em seguida, deu um sinal para Ezequias, que rendeu todas as pessoas, enquanto o comparsa pegava uma espingarda no carro e, depois, iniciaram as execuções.
A polícia informou que já pediu a prisão temporária de Edgar. Testemunhas já foram ouvidas e, segundo o delegado, não há dúvida quanto à identificação dos suspeitos e motivação do crime.
A espingarda calibre 12 mm e a caminhonete usadas na chacina foram apreendidas.
Um ponto a ser esclarecido é se as armas possuem documentação. Edgar tinha cadastro em um clube de tiros de Sorriso, mas não foi informado se os suspeitos tinham registros de Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC).
Investigadores também tentam entender como Raquel, mulher de Getúlio e mãe da Larissa, e Luiz Carlos Souza Barbosa, sobrinho de Getúlio, conseguiram escapar da chacina. Ela aparece nas imagens abaixada atrás de uma mesa. Os atiradores chegam próximos a ela, mas 'desistem' de atirar.
