Chacina no DF: motivação dos assassinatos foi terreno de R$ 2 milhões, diz polícia

Por: Rádio Sampaio
 / Publicado em 27/01/2023

Chacina no DF: motivação dos assassinatos foi terreno de R$ 2 milhões, diz polícia

Na manhã desta sexta-feira (27), a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) informou que os assassinatos contra as dez pessoas da família da cabeleireira Elizamar da Silva, de 39 anos, foram motivados por terras em que parte da família morava.

Segundo o delegado Ricardo Viana, da 6ª Delegacia de Polícia, no Paranoá, a motivação do grupo — formado por Gideon Batista de Menezes, Horácio Carlos Ferreira Barbosa, Fabrício Silva Canhedo e Carlomam dos Santos Nogueira — era a chácara, avaliada em R$ 2 milhões. Carlos Henrique Alves da Silva e um adolescente também participaram do crime.

No terreno, moravam Marcos Antônio Lopes de Oliveira, Renata Juliene Belchior e Gabriela Belchior. Eles eram sogro, sogra e cunhada da cabeleireira, respectivamente. Os suspeitos Gideon e Horácio também moravam no local, a convite de Marcos, segundo a Polícia Civil.

Envolvimento

As vítimas do crime são:

  • Elizamar Silva, de 39 anos: cabeleireira;

  • Thiago Gabriel Belchior, de 30 anos: marido de Elizamar Silva;

  • Rafael da Silva, de 6 anos: filho de Elizamar e Thiago;

  • Rafaela da Silva, de 6 anos: filha de Elizamar e Thiago;

  • Gabriel da Silva, de 7 anos: filho de Elizamar e Thiago;

  • Marcos Antônio Lopes de Oliveira, de 54 anos: pai de Thiago e sogro de Elizamar;

  • Cláudia Regina Marques de Oliveira, de 54 anos: ex-mulher de Marcos Antônio;

  • Renata Juliene Belchior, de 52 anos: mãe de Thiago e sogra de Elizamar;

  • Gabriela Belchior, de 25 anos: irmã de Thiago e cunhada de Elizamar;

  • Ana Beatriz Marques de Oliveira, de 19 anos: filha de Cláudia e Marcos Antônio.

As investigações apontam que o crime começou em 28 de dezembro do ano passado. Além do terreno, o grupo queria R$ 200 mil obtidos por Cláudia Regina Marques de Oliveira — ex-mulher de Marcos Antônio — com a venda de uma casa.

Membros da família também foram mantidos em cativeiro e obrigados a passar dados pessoais sobre contas bancárias e cartões de crédito para os criminosos, segundo os investigadores.

De acordo com a polícia, Gideon Batista de Menezes, Horácio Carlos Ferreira Barbosa e Carlomam dos Santos Nogueira eram os principais articuladores dos crimes. Já Fabrício Silva Canhedo era responsável por cuidar das vítimas que ficavam no cativeiro.

A Polícia Civil afirma que o adolescente foi chamado para participar da primeira parte do crime, quando Marcos Antônio foi morto, e Renata e Gabriela foram sequestradas. Ele teria desistido de continuar no esquema por causa da crueldade do crime, segundo o delegado Ricardo Viana.

Em seguida, eles sequestraram Claudia Regina e a filha dela e de Marcos, Ana Beatriz Oliveira. Por fim, atraíram Thiago, a esposa Elizamar e os três filhos deles. Todos foram mortos em diferentes momentos, ao longo dos dias em que ficaram sob ameaça dos criminosos.

A polícia afirma que o quinto suspeito, Carlos Henrique Alves da Silva, conhecido como Galego, participou do sequestro e da morte de Thiago. Segundo os investigadores, os quatro principais envolvidos, Gideon, Carlomam, Horácio e Fabrício serão investigados pelos crimes de ocultação/destruição de cadáver, extorsão mediante sequestro com resultado morte, homicídio qualificado (5 vezes), latrocínio, associação criminosa qualificada e corrupção de menor qualificada.

Somadas as penas variam entre 190 a 340 anos de prisão, de acordo com a corporação. Carlos Henrique deve responder pelo crime de homicídio, enquanto a responsabilização do adolescente será decidida pela Delegacia da Criança e do Adolescente (DCA I), na Asa Norte.

Terreno

De acordo com a Polícia Civil, o terreno que motivou os crimes não era de propriedade de Marcos Antônio e é alvo de uma ação judicial de reintegração de posse, movida pela atual proprietária.

Os investigadores apontam que Marcos Antônio assumiu a dívida trabalhista de um caseiro que havia no terreno como forma de pagamento para morar na chácara. "A atual proprietária tentava tirar Marcos do local", afirma o delegado Ricardo Viana.

Para os investigados, segundo a corporação, a morte de toda a família faria com o que o terreno não tivesse herdeiros. Dessa forma, eles poderiam assumir a posse das terras e vendê-la posteriormente. A polícia ainda não identificou se já havia um comprador.

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