
Polícia Civil espera reconstituição para concluir inquérito da morte de empresário baleado por PMs em Arapiraca
O prazo de conclusão do inquérito sobre a morte do empresário Marcelo Barbosa Leite, baleado com um tiro de fuzil em Arapiraca durante uma abordagem da Polícia Militar, foi prorrogado a pedido da Polícia Civil. O delegado Sidney Tenório quer acompanhar a reconstituição do crime.
A reprodução simulada dos fatos foi determinada pela Justiça a pedido do Ministério Público de Alagoas e deve ser realizada pela Polícia Científica nos próximos dias. A participação de investigados não é obrigatória.
O empresário Marcelo Leite, de 31 anos, foi baleado pela PM com um tiro de fuzil pelas costas enquanto dirigia na AL-220 na madrugada de 14 de novembro. Os militares envolvidos na abordagem alegam que o motorista estava em alta velocidade, houve perseguição e que o empresário apontou uma arma para eles, que revidaram.
O advogado da família da vítima, Leonardo de Moraes, afirma que o vídeo da ação policial desmente a versão da PM e diz que a arma foi implantada pelos policiais no carro do empresário para justificar os disparos contra ele, que sequer possuiu arma de fogo.
Marcelo Leite chegou a ser transferido para um hospital em São Paulo, mas faleceu no dia 5.
A comissão de delegados que investiga o crime ouviu o depoimento dos seis quatro policiais que estavam nas viaturas durante a ação em Arapiraca. Também foram ouvidos familiares e testemunhas.
O delegado Sidney Tenório, que faz parte da comissão formada para investigar o caso, contou que dois policiais que coordenavam as viaturas no momento da abordagem confessaram tiros no pneu e na lateral do carro de empresário de Arapiraca.
"Eles eram os comandantes das guarnições. Um deles atirou nos pneus, já o outro, diz que atirou na lateral [do carro do Marcelo] e que esse tiro veio a atingir o empresário", disse o delegado.
